Da Redação
A Associação do Futebol Argentino (AFA) passou a ser alvo de uma investigação conduzida pelo Departamento de Justiça dos Estados Unidos e pelo FBI, que apuram suspeitas de fraude financeira e possível lavagem de dinheiro envolvendo operações realizadas no país durante a Copa do Mundo de 2026.
De acordo com informações divulgadas pelo jornal argentino La Nación, promotores federais e agentes do FBI vêm colhendo depoimentos sobre negócios realizados pela entidade em território norte-americano. O foco da apuração está na movimentação de recursos por meio da empresa TourProdEnter LLC, responsável pela gestão de contratos internacionais da federação argentina.
As investigações tiveram início em 2025 e são conduzidas por integrantes de unidades especializadas em crimes financeiros e integridade bancária do Departamento de Justiça dos Estados Unidos. O objetivo é identificar se parte das operações realizadas pela empresa utilizou o sistema financeiro americano para a prática de crimes como fraude bancária ou lavagem de dinheiro.
Segundo a reportagem, a TourProdEnter LLC tornou-se responsável por receber pagamentos referentes aos contratos internacionais da AFA com patrocinadores e parceiros comerciais. Entre as empresas citadas estão Adidas e Warner, cujos repasses, somados, alcançam centenas de milhões de dólares. As autoridades americanas investigam o destino desses recursos e a forma como eles foram administrados pela companhia.
Ainda conforme o La Nación, investigadores analisam movimentações financeiras superiores a US$ 300 milhões. A suspeita é de que parte desses valores não tenha relação direta com despesas operacionais identificáveis da entidade, levantando questionamentos sobre a destinação do dinheiro.
No decorrer da investigação, o FBI ouviu o empresário Guillermo Tofoni, que prestou depoimento por videoconferência. As autoridades também avaliam convocar ex-integrantes do governo argentino que possam contribuir com informações sobre contratos e operações financeiras envolvendo a AFA.
Até o momento, a Federação Argentina de Futebol e seu presidente, Claudio “Chiqui” Tapia, não foram formalmente acusados de qualquer crime pelas autoridades norte-americanas. A investigação permanece em andamento e busca esclarecer se houve irregularidades nas operações financeiras realizadas em território dos Estados Unidos.








