Da Redação
O prefeito de Goiânia, Sandro Mabel (União Brasil), apresentou nesta segunda-feira (6) à Câmara Municipal a prestação de contas referente ao primeiro quadrimestre de 2026. Durante a audiência pública, o chefe do Executivo defendeu que a capital superou o período de dificuldades financeiras enfrentado no início da gestão e vive uma nova fase, marcada pelo equilíbrio fiscal e pela retomada dos investimentos públicos.
O principal destaque da apresentação foi o volume de investimentos realizados pela Prefeitura. De acordo com os dados divulgados, as despesas destinadas a investimentos passaram de R$ 35,7 milhões no primeiro quadrimestre de 2025 para R$ 292,9 milhões no mesmo período deste ano, um crescimento de 719,39%. Já as despesas de capital registraram alta de 374,09%, impulsionadas principalmente por obras e projetos de infraestrutura.
Segundo a administração municipal, esse montante representa apenas o início da execução orçamentária prevista para o ano. A expectativa é de que os desembolsos aumentem nos próximos meses, à medida que novas obras avancem e contratos entrem em fase de execução. Com isso, a meta da Prefeitura é ultrapassar R$ 1 bilhão em investimentos até o fim de 2026.
Outro indicador ressaltado por Mabel foi o resultado das contas públicas. O município encerrou o primeiro quadrimestre com superávit primário de R$ 292,8 milhões, desempenho que, segundo a gestão, demonstra responsabilidade fiscal mesmo com o aumento dos investimentos.
A arrecadação municipal também apresentou crescimento. A receita total alcançou R$ 3,76 bilhões entre janeiro e abril, alta nominal de 7,42% em relação ao mesmo período de 2025. Descontada a inflação medida pelo IPCA, o crescimento real foi de aproximadamente 2,9%. As receitas próprias da Prefeitura somaram R$ 1,99 bilhão, com destaque para o avanço das contribuições e das receitas patrimoniais.
Ainda de acordo com os dados apresentados, a arrecadação de impostos próprios chegou a R$ 1,64 bilhão, superando as transferências recebidas dos governos federal e estadual, que totalizaram R$ 1,36 bilhão. Para a administração, o resultado demonstra maior autonomia financeira do município e menor dependência de recursos externos para custear as despesas.
Na área fiscal, o prefeito destacou que as despesas com pessoal permaneceram dentro dos limites estabelecidos pela Lei de Responsabilidade Fiscal. Os gastos do Executivo corresponderam a 46,28% da Receita Corrente Líquida ajustada, abaixo do limite prudencial de 51,3% e do teto legal de 54%.
Outro ponto enfatizado pela gestão foi a evolução da Capacidade de Pagamento (Capag) do município, que passou da classificação C para A+, refletindo melhora nos indicadores de endividamento, liquidez e poupança corrente. Segundo a Prefeitura, essa evolução amplia as possibilidades de contratação de financiamentos destinados à execução de novos investimentos.
A prestação de contas é uma exigência da Lei de Responsabilidade Fiscal e ocorreu em audiência pública na Comissão Mista da Câmara Municipal. Após a apresentação dos números, Sandro Mabel permaneceu respondendo aos questionamentos dos vereadores sobre a situação financeira da Prefeitura e as metas da administração para o restante do ano.








