Da Redação

A eliminação da Seleção Brasileira para a Noruega nas oitavas de final da Copa do Mundo de 2026 provocou duras críticas do ex-atacante e tetracampeão mundial Romário. Em publicação nas redes sociais, o ex-jogador afirmou que a equipe brasileira entrou em campo sem a postura exigida por um confronto decisivo e classificou a atuação como insuficiente.

Para Romário, o Brasil permitiu que a Noruega controlasse a partida desde os primeiros minutos. Segundo ele, apesar de os adversários não criarem grandes oportunidades antes da abertura do placar, a equipe comandada por Carlo Ancelotti aceitou ser dominada e não conseguiu reagir da maneira esperada.  

O ex-camisa 11 reconheceu que a Seleção teve alguns momentos de melhora e criou oportunidades ao longo do jogo, mas avaliou que a reação foi pequena diante da importância da partida.

“Infelizmente, hoje o Brasil foi pequeno. Em Copa do Mundo, todo jogo é uma final, e a Seleção não entrou com essa mentalidade. Foi um futebol lamentável, digno de quem mereceu ser eliminado”, afirmou Romário.  

Outro ponto destacado pelo tetracampeão foi a diferença de eficiência entre as equipes. Na avaliação dele, a Noruega contou com um atacante decisivo para definir o confronto. Romário elogiou o desempenho de Erling Haaland, autor dos dois gols da vitória norueguesa, e lamentou que o Brasil não tenha hoje um jogador com o mesmo poder de decisão.

“O diferencial foi o Haaland. Ele é um matador. Teve as oportunidades e fez os gols. É esse tipo de jogador que decide partidas grandes”, comentou.  

Apesar das críticas, Romário evitou responsabilizar apenas um nome pela queda brasileira. Para ele, o momento exige reflexão coletiva em vez da busca imediata por culpados.

“Agora é fácil apontar culpados. O mais importante é digerir essa derrota, aprender a lição e entender o que está acontecendo com o futebol brasileiro”, concluiu.  

A Seleção Brasileira foi derrotada por 2 a 1 pela Noruega e deu adeus à Copa do Mundo ainda nas oitavas de final. Haaland marcou os dois gols dos europeus, enquanto Neymar descontou de pênalti nos minutos finais da partida. O resultado amplia o jejum brasileiro em Mundiais e encerra precocemente a primeira Copa sob o comando de Carlo Ancelotti.