Da Redação
A poucos dias de sua estreia mundial, Toy Story 5 já desponta como um dos lançamentos mais aguardados da Pixar. Além de trazer de volta personagens clássicos como Woody, Buzz Lightyear e Jessie, o novo capítulo da franquia aposta em um tema contemporâneo: o impacto da tecnologia e das telas na infância. A expectativa é que o filme alcance a maior abertura de bilheteria da história da série.
Segundo projeções do mercado cinematográfico, o longa pode arrecadar entre US$ 150 milhões e US$ 175 milhões apenas no primeiro fim de semana nos Estados Unidos. Caso mantenha o ritmo ao longo das semanas seguintes, a animação tem potencial para superar a marca de US$ 500 milhões em arrecadação global, consolidando-se como o maior sucesso comercial da franquia.
A trama se passa alguns anos após os acontecimentos de Toy Story 4 e acompanha Bonnie, agora com oito anos. A menina começa a se afastar gradualmente dos brinquedos tradicionais ao ganhar um tablet inteligente chamado Lilypad, conhecido como Lily. O dispositivo passa a ocupar boa parte de sua atenção, despertando preocupação entre os brinquedos, que se sentem cada vez mais esquecidos.
Diferentemente dos vilões clássicos da série, Lilypad não é malvada por natureza. A personagem foi criada para representar a crescente presença da tecnologia na vida das crianças e os desafios enfrentados por pais e educadores diante do aumento do tempo de tela. A ideia do filme não é demonizar a tecnologia, mas provocar reflexões sobre como ela influencia as relações, a criatividade e as brincadeiras na infância.
A animação também coloca Jessie em posição de destaque. A cowgirl assume papel central na narrativa e lidera os esforços para ajudar Bonnie a reencontrar o equilíbrio entre o mundo digital e a imaginação proporcionada pelos brinquedos. Enquanto isso, Woody e Buzz retornam em participações importantes, reforçando os laços de amizade que marcaram toda a saga.
O diretor Andrew Stanton afirmou que a produção nasceu de uma preocupação real: o fato de que muitas crianças estão trocando brinquedos físicos por dispositivos eletrônicos. Segundo ele, a proposta é explorar como os brinquedos lidariam com a possibilidade de se tornarem irrelevantes em uma era dominada por tablets, aplicativos e inteligência artificial.
As primeiras críticas internacionais têm sido positivas. Avaliações destacam a combinação entre nostalgia, humor e uma abordagem atual sobre os desafios da infância moderna. Especialistas também elogiaram a forma como o filme discute o uso excessivo de telas sem adotar um tom excessivamente moralista.
Lançada em 1995, a franquia Toy Story revolucionou a animação ao se tornar o primeiro longa-metragem totalmente produzido por computação gráfica. Desde então, os quatro filmes arrecadaram cerca de US$ 3 bilhões em todo o mundo e se transformaram em uma das propriedades mais valiosas da Disney e da Pixar.
Com a promessa de emocionar uma nova geração de espectadores enquanto dialoga com pais que cresceram acompanhando Woody e Buzz, Toy Story 5 chega aos cinemas cercado por altas expectativas e com a missão de provar que, mesmo em um mundo dominado pela tecnologia, ainda há espaço para a imaginação.








