Da Redação

O Ministério Público de Santa Catarina denunciou uma mulher de 37 anos acusada de se passar por uma menina de 12 anos para enganar famílias e obter benefícios financeiros e materiais. O caso ocorreu em Joinville, no Norte catarinense, e a acusação inclui os crimes de estelionato e falsa identidade.

Segundo a investigação, a mulher utilizava uma identidade fictícia e dizia ser uma criança em situação de vulnerabilidade. Ela relatava histórias de abandono, violência familiar e problemas de saúde para despertar compaixão e conquistar a confiança das pessoas que a acolhiam.

O que a denúncia aponta

  1. Identidade falsa:A acusada teria adotado o nome de “Gabriele Ferreira dos Santos” e afirmado ter 12 anos.
  2. Histórias para sensibilizar:Ela relatava supostos episódios de maus-tratos, exploração sexual e problemas de saúde para despertar compaixão.
  3. Vantagem financeira e material:De acordo com o MP, a mulher conseguiu que uma família arcasse com despesas como moradia, alimentação, transporte, medicamentos e outros custos do dia a dia.
  4. Duração da fraude:A convivência com a família teria se estendido por cerca de 14 meses.

Comportamento infantilizado

As autoridades afirmam que a suspeita mantinha a personagem de criança de forma contínua. Ela usaria fala infantilizada, objetos e comportamentos associados à infância para reforçar a falsa identidade e evitar desconfianças.

Histórico em outros estados

A Polícia Civil informou que há registros de ocorrências semelhantes envolvendo a mesma mulher em outros estados brasileiros, incluindo Goiás, São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais e Rio Grande do Sul. A investigação busca identificar possíveis novas vítimas.

Situação do processo

A Justiça recebeu a denúncia do Ministério Público, mas determinou a realização de uma perícia para avaliar a sanidade mental da acusada. A defesa pediu o exame e aguarda o resultado antes do prosseguimento do processo.

A mulher está presa preventivamente e permanecerá à disposição da Justiça enquanto a investigação e a análise judicial continuam.