BRASÍLIA, DF (FOLHAPRESS) – O presidente do BRB (Banco de Brasília) afirmou nesta terça-feira (9) que estão sendo abertos mais de 20 processos para apurar o envolvimento de funcionários da instituição na crise gerada por operações fraudulentas com o Banco Master, de Daniel Vorcaro.
“Do ponto de vista interno do banco, nós estamos abrindo os processos de apuração, tanto administrativos quanto junto à Corregedoria do próprio BRB e, no caso de dirigentes, na Corregedoria do próprio GDF [governo do Distrito Federal]”, disse.
Segundo ele, o relatório produzido pelo escritório Machado Meyer, em auditoria conduzida com suporte técnico da Kroll, definiu o grau de responsabilidade de cada um dos envolvidos e mais de 20 pessoas devem ser ouvidas sobre o assunto.
“Nós temos aproximadamente um pouco acima de 20 processos. […] Não estamos pré-julgando, mas a apuração que estamos fazendo está logrando êxito […] estamos verificando quem levou o BRB a essa situação”, disse.
“Foram detectadas mais de 20 pessoas hoje relacionadas para julgamento ou para serem ouvidas”, complementou Souza em declaração a jornalistas após audiência na CAE (Comissão de Assuntos Econômicos) do Senado.
Ao ser questionado pelos senadores sobre as apurações em andamento, o presidente do BRB comentou que o banco vai ingressar com ação de responsabilidade contra ex-administradores que participaram das fraudes.
“O que nós temos que fazer é abrir apurações para todos os dirigentes, para empregados e para qualquer um que foi citado dentro do relatório da Machado Meyer ou de apurações que venham chegar. Nós estamos entrando [com ações na esfera] civil, administrativa”, afirmou.
Preso durante operação Compliance Zero, o ex-presidente Paulo Henrique Costa é investigado por seu papel na tentativa de compra do Master pelo BRB e pela compra de carteiras de crédito consignado falsas, além das operações em que o ex-banqueiro Daniel Vorcaro e seus associados se tornaram acionistas do Banco de Brasília.
Souza afirmou também que o BRB conseguiu bloquear 23,5% das ações que o grupo envolvido no escândalo do Master detinha na instituição do DF. Entre os acionistas estavam o ex-sócio do Master, Maurício Quadrado, e o fundador e ex-presidente do conselho de administração da Reag, João Carlos Mansur, além de Vorcaro.




