SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) – O novo prédio do Itaú Cultural será desenhado pelo Estúdio Módulo, escritório de arquitetura de Marcus Vinicius Damon, Guilherme Bravin e Erica Tomasoni. O projeto do trio para o novo centro cultural na avenida Paulista o vencedor entre seis concorrentes foi apresentado numa coletiva de imprensa, nesta segunda-feira.
Situado ao lado do edifício da Fiesp, quase na esquina com a rua Pamplona, a nova sede do Itaú Cultural instituição que completa 40 anos em 2027 terá seis andares expositivos, um teatro de 428 lugares e um auditório com capacidade para 104 pessoas, que pode abrigar eventos e espetáculos de teatro de caráter mais experimental. Haverá também um restaurante, um café e um espaço para crianças pequenas.
O escritório venceu uma disputa entre arquitetos para ver quem seria o autor da torre de um novo museu na avenida Paulista, concorrendo com firmas paulistanas como FGMF e Libeskindllovet.
A previsão é de três a quatro anos de obras, com conclusão esperada para 2031. Segundo Alfredo Setubal, presidente do Conselho do Itaú Cultural, o orçamento do prédio ainda não foi definido e ele será integralmente construído com verbas da Fundação Itaú ligada ao banco de mesmo nome, sem usar leis de incentivo como a Rouanet.
Pela maquete e imagens do projeto apresentadas, o novo edifício se desenha muito diferente do atual. Ele será composto de dois volumes retangulares de tamanhos diferentes sobrepostos, com recortes nas fachadas. Os volumes serão recobertos por uma espécie de pele branca vazada brises de ripas metálicas ou cerâmicas, a ser definido, sendo que nas fachadas laterais haverá uma parede atrás dos brises com cores aplicadas.
Setubal disse que o projeto vencedor era o que solucionava melhor “o equilíbrio entre funcionalidade e arquitetura”. De acordo com ele, um dos incentivos para a construção do novo prédio, num terreno de aproximadamente 1.300 metros quadrados, foi o fato de que o Itaú Cultural de agora não atende bem o tanto de público que recebe.
Foram 500 mil pessoas no ano passado, que tiveram de lidar com elevadores pequenos e espaços expositivos não ideais, com pé-direito baixo para mostras de arte contemporânea, com obras que exigem mais espaço. No novo edifício, o pé-direito de algumas galerias terá seis metros de altura, quase o dobro da metragem atual.
No fim do ano passado, o banco Itaú comprou um terreno de 1.200 metros quadrados na avenida Paulista, ao lado da sede da Fiesp, onde pretende construir uma nova torre para abrigar o seu centro cultural, hoje num prédio na mesma avenida paulistana desenhado por Roberto Loeb.
Só o terreno, com 200 metros quadrados a mais que o espaço da sede atual nas primeiras quadras da avenida, custou R$ 50 milhões aos cofres do banco.


