RIO DE JANEIRO, RJ (FOLHAPRESS) – O corpo do oceanógrafo Charles Gorri, 57, que estava desaparecido desde outubro do ano passado, foi resgatado por bombeiros na manhã de sexta-feira (5) em uma área de paredões rochosos de difícil acesso na região da Lagoinha do Leste, em Florianópolis.

A Polícia Civil de Santa Catarina disse à Folha que a identidade foi confirmada pela Polícia Científica.

Charles nasceu em Detroit (EUA) e construiu uma trajetória ligada à natureza na capital catarinense. O oceanógrafo atuava como educador ambiental e guia de trilhas.

Segundo o portal de desaparecidos da Polícia Militar de Santa Catarina, ele havia sumido em 7 de outubro de 2025, quase oito meses antes de o corpo ser localizado pelo Corpo de Bombeiros.

Os resgatistas usaram uma aeronave e técnicas de rapel para fazer a remoção dos restos mortais. Ainda não há informações oficiais sobre as circunstâncias do desaparecimento e a causa da morte.

Conforme os bombeiros, a operação de resgate teve início na quinta-feira (4), quando uma equipe sobrevoava a região para prestar atendimento a outra ocorrência de queda em um costão.

Durante o voo, a equipe avistou o corpo sobre uma formação rochosa de acesso “extremamente restrito”, apontam os militares. A partir disso, equipes do Batalhão de Busca e Salvamento, do Batalhão de Operações Aéreas e da Polícia Científica iniciaram o planejamento para viabilizar a remoção.

Em uma publicação no Instagram, o deputado estadual Marquito (Psol-SC) disse que a confirmação da morte abala todas as pessoas que conviveram com Charles.

“Quem teve o privilégio de conhecê-lo, sabe do seu profundo amor, conhecimento e respeito à natureza, valores que ele generosamente compartilhava com todas as pessoas”, afirmou Marquito.

A publicação do deputado traz uma compilação de imagens nas quais Charles aparece falando sobre o meio ambiente.

Outra homenagem compartilhada em um perfil de trilhas de Florianópolis mostra o oceanógrafo em atividades perto do mar rodeado por adultos e crianças.

“Foi um educador inesquecível, daqueles que ensinavam com a mesma intensidade com que aprendiam”, diz a publicação do projeto Peabiru.

Segundo a Polícia Civil, o caso será transferido da DPPD (Delegacia de Polícia de Pessoas Desaparecidas) para outra delegacia da região. Um inquérito deve ser instaurado para investigar a morte.

Na época do desaparecimento, informações compartilhadas nas redes sociais apontavam que Charles havia sido visto pela última vez por volta das 7h30 do dia 7 de outubro, ao sair do bairro Armação com destino a sua casa, na praia do Matadeiro.