Da Redação

O vereador por Goiânia e pré-candidato a deputado federal Major Vitor Hugo afirmou não enxergar ilegalidades na produção do filme “Dark Horse”, cinebiografia do ex-presidente Jair Bolsonaro, após a revelação de que o projeto recebeu cerca de R$ 61 milhões em recursos associados ao empresário Daniel Vorcaro.

Em entrevista, Vitor Hugo declarou que aguarda o lançamento do longa “com ansiedade” e sustentou que, até o momento, não identificou qualquer conduta ilícita envolvendo o financiamento da obra. Segundo ele, o caso ainda precisa ser esclarecido pelas autoridades responsáveis, mas não há elementos suficientes para antecipar conclusões.

A polêmica ganhou repercussão nacional após reportagens apontarem que Vorcaro teria destinado milhões de reais à produção cinematográfica depois de solicitações feitas pelo senador Flávio Bolsonaro. As informações foram divulgadas inicialmente pelo site The Intercept Brasil e passaram a ser alvo de debates entre aliados e adversários do grupo político bolsonarista.

Conforme as apurações divulgadas, os repasses teriam ocorrido entre fevereiro e maio de 2025. O filme busca retratar a trajetória política de Bolsonaro, principalmente durante a campanha presidencial de 2018 e o atentado sofrido em Juiz de Fora.

O nome de Daniel Vorcaro aparece atualmente em investigações relacionadas ao colapso do Banco Master. O empresário é investigado por suspeitas de fraudes financeiras bilionárias e já foi alvo de operações da Polícia Federal.

Mesmo diante da repercussão, aliados de Bolsonaro em Goiás têm evitado comentar o assunto publicamente. Major Vitor Hugo foi um dos poucos integrantes do grupo político no estado a se manifestar sobre o tema.

O filme “Dark Horse” tem previsão de estreia para setembro de 2026 e contará com o ator Jim Caviezel interpretando Jair Bolsonaro. O roteiro foi escrito pelo deputado federal Mário Frias.