A 36ª Bienal de São Paulo, que ocorreu no Museu de Arte Contemporânea de Goiás (MAC Goiás) entre 2 de março e 19 de abril, atraiu 34.137 visitantes. Este número marca um recorde de público para a exposição no estado, consolidando a importância da arte contemporânea na região.

O evento superou expectativas já no início, alcançando mais de 20 mil visitantes antes do fechamento. Nos últimos seis dias, cerca de 14.140 pessoas admiraram as obras, com uma presença expressiva nos finais de semana, quando o museu ficou aberto até às 22h.

Andrea Pinheiro, presidente da Fundação Bienal de São Paulo, enfatizou que a resposta do público goiano demonstra a sede por arte fora dos tradicionais centros culturais como São Paulo e Rio de Janeiro. “Quase 35 mil visitantes em menos de dois meses é um número que fala por si”, afirmou.

A secretária de Estado da Cultura, Yara Nunes, ressaltou que o sucesso da Bienal representa o avanço de Goiás no cenário artístico nacional. “Esses números reafirmam que a cultura é um investimento e não um gasto. O que testemunhamos foi um novo impulso para o estado no universo da arte contemporânea”, declarou.

O programa itinerante da Fundação Bienal, desenvolvido há 15 anos, busca expandir o acesso à arte contemporânea em diversas partes do Brasil. A exposição em Goiânia, que iniciou este programa em 2026, é resultado de uma colaboração entre o Governo de Goiás e a Fundação Bienal, sob a orientação da Secretaria de Estado da Cultura e da Secretaria da Retomada. Com o título Nem todo viandante anda estradas – Da humanidade como prática, a mostra aborda temas como deslocamentos e convivência no contexto atual.

A curadoria do MAC Goiás foi realizada por Thiago de Paula Souza, responsável por estabelecer um diálogo com a cultura local. Artistas goianos, como Sallisa Rosa e o coletivo Sertão Negro, foram destacados, além de obras de outros renomados artistas nacionais e internacionais como Adama Delphine Fawundu, Akinbode Akinbiyi e Ernset Cole.

O conceito da 36ª Bienal, elaborado por Bonaventure Soh Bejeng Ndikung e sua equipe, se inspira no poema “Da calma e do silêncio”, de Conceição Evaristo. O foco é promover uma escuta ativa sobre a complexidade humana e suas interações.

Esta iniciativa também conta com o apoio estratégico do Itaú, além das parcerias de marcas como BloombergBradescoCitiPetrobrasVale e Vivo, sendo realizada com recursos da Lei de Incentivo à Cultura do Ministério da Cultura (MinC).

Fonte: Acontece no País