Da Redação
O que parecia ser apenas uma ligação sem importância mudou completamente a trajetória do engenheiro eletricista Flávio Abrão, natural de Goiânia. Hoje vivendo uma carreira internacional consolidada, ele já trabalhou em dezenas de países e construiu a própria família em Singapura, destino que surgiu após uma entrevista feita de maneira totalmente improvável: dentro de um bar.
Formado em Engenharia Elétrica em 2008, Flávio iniciou a carreira no ano seguinte em uma empresa de engenharia sediada em Belo Horizonte. Nos primeiros anos de profissão, passou por diferentes estados brasileiros atuando em grandes obras de infraestrutura, incluindo projetos no Norte do país e a construção da ponte binacional entre Brasil e Guiana Francesa.
Anos depois, enquanto trabalhava no setor de óleo e gás no Nordeste, decidiu cadastrar o currículo em uma plataforma internacional de empregos, sem acreditar muito que aquilo pudesse gerar resultados concretos. O cenário mudou quando recebeu um contato de recrutadoras de Singapura.
Segundo ele, a proposta parecia tão improvável que imaginou estar sendo alvo de uma brincadeira. Mesmo desconfiado, marcou uma conversa para a noite seguinte. O detalhe curioso é que, no horário combinado, ele estava em um bar em Recife e atendeu à chamada em meio ao ambiente barulhento.
Apesar da situação inusitada, conseguiu conduzir a conversa em inglês e chamou a atenção das recrutadoras justamente pela desenvoltura. Depois, já contratado, ouviu delas que o desempenho durante aquela ligação foi decisivo para a contratação.
Pouco tempo depois da entrevista formal, recebeu a proposta oficial e embarcou para Singapura em maio de 2014. Desde então, a vida mudou radicalmente. O engenheiro passou a atuar em projetos espalhados por diferentes continentes, incluindo Ásia, Europa e América do Norte.
Ao longo da carreira internacional, Flávio acumulou experiências em países como Índia, Noruega, Estados Unidos, Canadá, Holanda, China, Japão e Austrália. Durante a pandemia de Covid-19, inclusive, aceitou trabalhar na Índia em um dos períodos mais críticos da crise sanitária global.
Além da trajetória profissional, foi em Singapura que ele conheceu a esposa. Atualmente, o casal tem dois filhos. Depois de mais de uma década fora do Brasil, retornou ao país em 2025 acompanhado da família, embora continue envolvido em projetos internacionais.
Hoje com cidadania canadense, Flávio afirma que a fluência em inglês foi determinante para abrir portas ao redor do mundo. Em um dos projetos recentes nos Estados Unidos, ele chegou a coordenar o recrutamento de profissionais de diversas nacionalidades para atuar no Texas.
Para o engenheiro, toda a história reforça como oportunidades inesperadas podem transformar completamente a vida de alguém.




