Da Redação
Um episódio pouco conhecido dos bastidores da OpenAI veio à tona durante um processo judicial envolvendo Elon Musk. Em depoimento, o cofundador da empresa, Greg Brockman, descreveu um encontro tenso que quase terminou em agressão física.
Segundo Brockman, a situação aconteceu em 2017, durante uma reunião decisiva sobre o futuro da organização. Na ocasião, Musk teria exigido maior controle sobre a empresa, incluindo participação majoritária e liderança direta nas operações. A proposta, no entanto, foi rejeitada pelos demais fundadores.
O clima rapidamente saiu do controle. Brockman relatou que Musk ficou visivelmente irritado, elevou o tom e passou a agir de forma agressiva dentro da sala. Em meio à discussão, o cofundador afirmou ter temido um ataque físico. “Achei que ele fosse me bater”, disse durante o depoimento.
Disputa por poder e rumos da empresa
O episódio marcou um dos momentos mais delicados na relação entre Musk e a OpenAI. De acordo com o relato, o bilionário defendia que precisava de controle total para acelerar o desenvolvimento da inteligência artificial, enquanto os demais líderes buscavam um modelo mais equilibrado de governança.
Além disso, Musk teria ameaçado retirar investimentos caso suas condições não fossem aceitas. A tensão aumentou ainda mais quando ele indicou que poderia criar uma empresa concorrente caso não tivesse espaço para liderar.
Do rompimento à disputa judicial
O conflito acabou contribuindo para o afastamento de Musk da OpenAI em 2018. Anos depois, a relação evoluiu para uma disputa judicial de grandes proporções. O empresário acusa a empresa de ter abandonado sua proposta original sem fins lucrativos e busca mudanças na estrutura da organização.
Por outro lado, a atual liderança da OpenAI sustenta que Musk já apoiava mudanças estratégicas na época e que sua insatisfação atual estaria ligada a interesses concorrentes no setor de inteligência artificial.
Bastidores revelam choque de visões
O depoimento de Brockman reforça a ideia de que o rompimento não foi apenas estratégico, mas também pessoal. A divergência entre controle centralizado e desenvolvimento colaborativo teria sido o principal ponto de atrito.
O caso segue em análise e deve trazer novos detalhes sobre a relação entre um dos empresários mais influentes do mundo e a empresa que ele ajudou a criar.





