Da Redação
Nos bastidores de Brasília, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva intensificou as movimentações para garantir a aprovação de Jorge Messias ao Supremo Tribunal Federal. Em Goiás, uma estratégia específica tem sido tratada como peça-chave para ampliar o apoio político ao indicado: a aproximação com lideranças evangélicas.
Às vésperas da sabatina no Senado, o governo trabalha para evitar surpresas na votação. Messias, que atualmente comanda a Advocacia-Geral da União e é considerado um dos nomes mais próximos de Lula, precisa conquistar ao menos 41 votos para ser confirmado no cargo.
Nesse cenário, entra em cena a vereadora goianiense Aava Santiago, apontada como uma espécie de ponte entre o Planalto e o segmento religioso. A articulação passa justamente por um ponto considerado sensível: apesar de integrar o governo petista, Messias tem boa aceitação entre evangélicos, grupo que historicamente tende a se alinhar mais à direita no espectro político.
Um dos movimentos mais simbólicos dessa estratégia ocorreu durante um grande encontro religioso realizado em Goiânia. Na ocasião, Messias chegou a conversar por telefone com lideranças presentes no evento, utilizando o celular da própria vereadora para dialogar diretamente com bispos influentes.
A tentativa de aproximação com esse público não é recente. Ainda em 2025, Lula já havia participado de reuniões com líderes evangélicos ao lado de Messias, sinalizando que o governo vê nesse grupo um caminho importante para reduzir resistências e ampliar apoios políticos.
Mesmo com esse esforço, o cenário no Senado ainda apresenta incertezas. Entre os representantes de Goiás, por exemplo, há divisão: um dos senadores já indicou voto contrário, enquanto outros ainda não declararam posição, o que mantém a articulação em aberto até a votação.
A estratégia em Goiás evidencia como a disputa por uma vaga no STF vai além do campo jurídico e envolve forte articulação política. Ao apostar no diálogo com lideranças religiosas, o governo tenta construir uma base de apoio mais ampla para viabilizar a indicação de um de seus principais aliados à mais alta corte do país.




