Da Redação
O governo brasileiro confirmou a morte de uma mulher e de seu filho, de 11 anos, após um ataque aéreo no sul do Líbano, em meio à escalada de violência na região. O caso foi divulgado pelo Itamaraty, que também informou que o pai da criança, de nacionalidade libanesa, morreu no mesmo episódio.
De acordo com as autoridades, a família estava dentro de casa quando o imóvel foi atingido durante um bombardeio ocorrido no distrito de Bint Jbeil. Outro filho do casal, também brasileiro, sobreviveu, mas ficou ferido e precisou ser hospitalizado.
O ataque foi atribuído pelo governo brasileiro às Forças de Defesa de Israel, que têm intensificado operações na região contra alvos ligados ao grupo Hezbollah. O episódio aconteceu mesmo durante um cessar-fogo anunciado dias antes, o que gerou reação oficial do Brasil.
Em nota, o Itamaraty manifestou pesar pelas mortes e classificou o ocorrido como mais uma violação da trégua em vigor. O governo brasileiro também condenou ataques contra civis e a destruição de estruturas residenciais, destacando o impacto humanitário do conflito, que já provocou mortes de mulheres, crianças e outros não combatentes.
Além disso, o Brasil reforçou o apelo para que todas as partes envolvidas respeitem os termos do cessar-fogo e cumpram a Resolução 1701 do Conselho de Segurança da ONU, que estabelece medidas para conter confrontos na região. A posição brasileira também inclui a defesa da interrupção imediata das hostilidades e da retirada de forças militares estrangeiras do território libanês.
A Embaixada do Brasil em Beirute está prestando assistência à família das vítimas, inclusive ao filho sobrevivente, que segue internado.
O episódio ocorre em meio ao aumento das tensões no Oriente Médio, com confrontos frequentes entre Israel e o Hezbollah no sul do Líbano. Mesmo com tentativas de trégua, ataques continuam sendo registrados, agravando a situação humanitária e elevando o número de vítimas civis na região.




