SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) – Se pudesse resgatar um momento com Oscar Schmidt, morto na sexta-feira (17) aos 68 anos, Tadeu Schmidt diz que seria o passar mais tempo com ele e o irmão do meio, Felipe. “A vida nos deixou distantes”, disse o apresentador do BBB, emocionado, em entrevista ao Fantástico, neste domingo.

A carreira de jogador de basquete fez Oscar morar em diferentes cidades e países, como a Itália, o que acabou os afastando. Quando os três irmãos se reuniam, diz Tadeu, “era uma alegria incrível”. “Esses momentos eram tão raros e tãos especiais que a gente não queria que aquilo acabasse nunca”, completa.

Tadeu relembrou a diferença de idade entre ele e o irmão: o caçula nasceu quando Oscar já tinha 16 anos. “Quando eu passei a me entender por gente, ele já era o maior atleta do Brasil”, conta. Com essa distância, ele diz que sempre se sentiu mais como um sobrinho, um irmãozinho do jogador.

“Eu passei a ser irmão dele mesmo depois que me tornei adulto, saindo para jantar e bater papo”, disse, e relembrou que quando novo o via como um gigante -Oscar tinha 2,05 metros de altura.

Tadeu apresentou normalmente o BBB no dia seguinte à morte, e diz que esse é o “jeito Schmidt” de lidar com as coisas, de “se entregar ao máximo, não dar desculpa para nada”. “Eu só vou deixar de trabalhar um dia se realmente eu tiver alguma coisa, sei lá, estiver estatelado no chão”, brincou.

O maior nome do basquete brasileiro morreu por causa de uma parada cardiorrespiratória. Ele passou mal em casa, em Alphaville, e foi levado ao Hospital e Maternidade Municipal Santa Ana, aonde chegou sem vida, segundo a prefeitura de Santana de Parnaíba. Desde 2011, Oscar lidava com um câncer no cérebro. Passou por cirurgias para remover tumores, e por anos fez rodadas de quimioterapia. Em 2022, tomou a decisão de interromper o tratamento.