RIO DE JANEIRO, RJ (FOLHAPRESS) – A atriz Charlize Theron, 50, criticou a fala de Timothée Chalamet, 30, sobre ópera e balé, classificando o comentário como “muito imprudente”. Em entrevista ao The New York Times, ela defendeu a importância dessas formas de arte e destacou o esforço físico e mental exigido dos artistas.
Ao comentar desafios de sua carreira, Theron afirmou que a dança foi uma das experiências mais difíceis que já enfrentou. “Os dançarinos são super-heróis. O que eles fazem com seus corpos em completo silêncio é incrível”, disse. A declaração surgiu após a jornalista Lulu Garcia-Navarro mencionar a fala recente de Chalamet sobre o tema.
“Espero encontrá-lo um dia. Foi um comentário muito imprudente sobre duas formas de arte que precisamos valorizar constantemente”, afirmou a atriz. Ela também argumentou que, no futuro, a inteligência artificial poderá substituir certos trabalhos na indústria do entretenimento, mas não a performance ao vivo. “Daqui a 10 anos, a IA será capaz de fazer o trabalho de Timothée, mas não substituirá uma pessoa dançando no palco”, disse.
Charlize Theron ainda ressaltou o rigor da formação em dança, citando episódios de lesões e infecções. “Houve vezes em que tive infecções no sangue por causa de bolhas que não cicatrizavam. Você sangra até o sapato, e não pode parar”, afirmou em entrevista ao The New York Times
A polêmica teve início em fevereiro, quando Chalamet, em conversa com Matthew McConaughey para um especial da Variety com a CNN, afirmou não querer trabalhar com balé ou ópera, dizendo que são áreas “que ninguém mais se importa”. A fala do protagonista de “Marty Supreme” (2025) e “Wonka” (2023) gerou críticas de profissionais ligados a essas artes.

