SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) – Lenda, imparável e genial foram alguns dos adjetivos utilizados por veículos de imprensa internacionais nesta sexta-feira (17) para descrever Oscar Schmidt, que, entre outros feitos, tornou-se o maior cestinha da história dos Jogos Olímpicos, com cinco participações no megaevento. O jogador de basquete morreu aos 68 anos, em São Paulo.

O jornal americano The Washington Post lembrou que, apesar de nunca ter jogado na NBA, o brasileiro teve uma trajetória de impacto na história do basquete. “Schmidt nunca jogou na NBA, mas é querido no Brasil por priorizar a seleção nacional, disputar cinco Jogos Olímpicos consecutivos e estabelecer marcas de pontuação que permanecem até hoje”, citou a publicação.

O jornal italiano Gazzetta dello Sport lembrou a passagem de Oscar pela Itália, com atuação importantes por clubes como Caserta e Pavia.

“Em 1982, o lendário gerente geral do Juventus Caserta, Giancarlo Sarti, o trouxe para a Itália, após uma recomendação de Boscia Tanjevic. Foi uma jogada brilhante, porque em nosso campeonato, Oscar se tornou uma força a ser reconhecida, imparável. Tudo o que ele precisava fazer era levantar os braços”, lembrou o periódico.

A agência italiana ANSA citou que Schmidt era o único brasileiro no Hall da Fama da NBA e relembrou a carreira internacional dele. “Reconhecido pela genialidade e pelo impacto global, foi eleito um dos 100 melhores jogadores de basquete de todos os tempos”, afirmou a reportagem.

A emissora pública espanhola RTVE destacou que o brasileiro chegou a deter o recorde mundial de pontos no basquete. “Embora tenha jogado a maior parte da sua vida no Brasil por clubes como Palmeiras e Flamengo , Schmidt também atuou pela Juvecaserta (1982-1990) e pelo Forum Valladolid (1993-1995), da Itália”, lembrou a emissora.

Já o argentino Clarín exaltou a trajetória de Oscar pela seleção brasileira. “Com a seleção brasileira, a maior conquista foi a medalha de ouro nos Jogos Pan-Americanos de 1987, em Indianápolis, onde liderou a vitória por 120 a 115 sobre os Estados Unidos, na primeira derrota da equipe americana em casa nessa competição”, citou a publicação argentina.