BELO HORIZONTE, MG (FOLHAPRESS) – Uma operação da Polícia Federal contra uma suposta organização criminosa especializada no transporte de grandes quantias de droga levou à prisão temporária de Sara Monteiro, miss Uberlândia de 2025.

De acordo com as investigações, ela fazia parte de quadrilha voltada ao tráfico de drogas e à lavagem de dinheiro nos estados de Minas Gerais, São Paulo e Mato Grosso do Sul.

A reportagem não conseguiu localizar quem é o advogado responsável pela defesa dela. Uma mensagem foi enviada na manhã desta sexta-feira (17) para um contato que o perfil de Sara disponibiliza nas redes sociais, mas não houve resposta.

A suspeita foi detida na última quarta (15) em São Paulo e, segundo a operação, é esposa de um dos líderes da organização criminosa, que está foragido.

De acordo com os investigadores, ela seria responsável por ocultar patrimônio da organização. Suas redes sociais, com mais de 100 mil seguidores, reúnem publicações em viagens nacionais e internacionais e em veículos e embarcações de luxo. Sara também diz ser influenciadora fitness.

Ela chegou a receber, em fevereiro de 2025, o título de cidadã honorária de Uberlândia, após requerimento do vereador Sargento Ednaldo (PP).

O parlamentar afirmou na quinta (16) que não havia na época informação pública que desabonasse a conduta dela e que a homenagem foi justificada por sua atuação como empresária e participação no concurso Miss Minas Gerais.

Ele disse que não tem vínculo pessoal ou profissional com a suspeita e, após ter notícia da prisão dela, protocolou um projeto de decreto legislativo para a revogação do título concedido.

Sara foi detida na operação Luxury, que buscou o cumprimento de 22 mandados de prisão preventiva, cinco de prisão temporária, 39 mandados de busca e apreensão, além da apreensão de cerca de R$ 61 milhões. As ações aconteceram em Uberlândia e Uberaba (MG), na capital paulista e em Campo Grande, Dourados, Ribas do Rio Pardo e Vista Alegre, municípios de Mato Grosso do Sul.

De acordo com a PF, as investigações começaram a partir da apreensão de cerca de uma tonelada de maconha em Frutal, no Triângulo Mineiro, em abril do ano passado. Desde então, a corporação afirma ter apreendido 5,9 toneladas da substância durante as apurações.

A atuação da organização na lavagem de dinheiro acontecia por meio de empresas de fachada e de laranjas, que tinham o objetivo de dar aparência legal aos recursos provenientes da atividade criminosa.