Da Redação

O número de mulheres que denunciam um médico ginecologista investigado por crimes sexuais em Goiás subiu para 12. O aumento ocorreu após novas vítimas procurarem a Polícia Civil para relatar situações semelhantes às já apuradas no início da investigação.

Inicialmente, cinco pacientes haviam formalizado denúncia contra o profissional. No entanto, após a repercussão do caso e a divulgação de informações sobre o suspeito, outras sete mulheres decidiram se manifestar, reforçando as suspeitas de um possível padrão de comportamento durante atendimentos médicos.

As investigações apontam que parte dos supostos abusos teria ocorrido durante consultas ginecológicas. De acordo com os depoimentos, quatro das novas vítimas relataram episódios no município de Senador Canedo, enquanto os demais casos teriam acontecido em Goiânia, onde o médico também atuava.

A delegada responsável pelo caso afirma que o surgimento de novas denúncias já era esperado, especialmente após o caso ganhar visibilidade. Segundo ela, esse movimento é comum em investigações desse tipo, já que outras possíveis vítimas passam a se sentir mais seguras para denunciar.

Com o aumento no número de relatos, a Polícia Civil avalia a possibilidade de reforçar o pedido de prisão preventiva do investigado. Um primeiro pedido já havia sido encaminhado à Justiça, mas acabou negado. Agora, com mais elementos reunidos, a expectativa é de que a solicitação seja reavaliada.

Enquanto isso, medidas cautelares foram impostas ao médico, incluindo a proibição de continuar atendendo pacientes durante o andamento das investigações. A polícia também segue colhendo depoimentos e não descarta que novos casos venham à tona nos próximos dias.

A defesa do investigado afirma que as acusações são graves e devem ser analisadas com cautela, destacando que o profissional nega as irregularidades. O caso segue sob investigação, e as autoridades reforçam a importância de que possíveis vítimas procurem a polícia para formalizar denúncia.