PORTO ALEGRE, RS (FOLHAPRESS) – Uma operação de limpeza feita no Parque Nacional do Iguaçu, no Paraná, retirou cerca de 383 kg de moedas do leito do rio Iguaçu nesta quarta-feira (15).

O hábito de jogar moedas nas cataratas do Iguaçu para fazer pedidos ou desejos virou uma superstição entre parte dos visitantes do parque, mas é proibido e causa riscos ambientais.

Ainda não há estimativa do valor total recolhido. De acordo com a Urbia Cataratas, responsável pela gestão turística do parque, as moedas passarão por uma triagem, mas grande parte apresenta sinais de corrosão por causa do tempo submersas.

As moedas em bom estado de conservação serão revertidas em apoio a ações ambientais desenvolvidas pelo parque.

Também foram recolhidos óculos, garrafas, bonés e outros objetos pessoais derrubados por visitantes nas passarelas e em outros pontos próximos das águas. A limpeza foi feita por uma equipe da concessionária e por voluntários, com o uso de equipamentos como capacete e corda de rapel.

A empresa informou que a operação de limpeza foi realizada porque o rio Iguaçu está em um nível estável e com vazão baixa. Operações de limpeza e coleta de moedas são feitas regularmente. Em 2016, 40 kg de moedas foram retirados do leito, e cerca de R$ 1.000 aproveitáveis foram doados para um lar de idosos. Em 2023, uma operação retirou 158,8 kg de moedas de quase 40 países.

Além do real, também são encontradas com frequência moedas da Argentina e do Paraguai, que completam a tríplice fronteira.

A presença de moedas no fundo de rios pode causar contaminação na água devido à oxidação do níquel e cobre na composição e também ameaçar a fauna pelo risco de ingestão.

Em 2025, 2 milhões de pessoas visitaram o Parque Nacional, administrado pelo Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) ereconhecido pela Unesco como Patrimônio Mundial Natural.