RIO DE JANEIRO, RJ (FOLHAPRESS) – Os acionistas da Petrobras elegeram nesta quinta-feira (16) um novo conselho de administração, que será presidido por Guilherme Mello, secretário-executivo do Ministério do Planejamento e Orçamento. Aprovaram ainda a distribuição de R$ 8,1 bilhões em dividendos sobre o lucro de 2025.
Ex-secretário de Política Econômica do Ministério da Fazenda, Mello substituirá Bruno Moretti, que deixou o cargo em março para assumir o cargo de ministro do Planejamento. Desde então, a vaga era ocupada interinamente pelo secretário especial de Assuntos Jurídicos da Casa Civil, Marcelo Weick Pogliese.
Pogliese foi indicado pelo governo para a nova composição do conselho, que tem mandato até abril de 2028 caso o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) vença a eleição, já que uma vitória da oposição poderia levar à destituição do grupo em 2027.
Foi eleito ao lado da presidente da companhia, Magda Chambriard, de Renato Galuppo, José Fernando Coura e Fábio Henrique Bites Terra. Os três primeiros são remanescentes da gestão anterior, o que significa que o governo renovou metade de seus nomeados.
O novo presidente do conselho da Petrobras terá que renunciar ao cargo de membro do conselho da estatal PPSA (Pré-Sal Petróleo SA) para assumir o novo cargo.
Como tem ocorrido nos últimos anos, o banqueiro José João Abdalla Filho, maior acionista individual da Petrobras, conseguiu duas vagas no conselho. Uma para ele e outra para o advogado Marcelo Gasparino, que já foi conselheiro da Petrobras.
Os acionistas minoritários elegeram ainda Rachel Maia e Francisco Petros para as vagas destinadas obrigatoriamente a detentores de ações preferenciais e ordinárias, respectivamente. Os empregados da estatal reelegeram Rosângela Buzanelli como sua representante.
Assim, o governo ficou com seis das 11 vagas do colegiado, como tem acontecido desde 2021, quando grandes acionistas minoritários se uniram para vencer a gestão federal em disputa por duas das oito cadeiras antes ocupadas pela União.
Na assembleia desta quinta, os acionistas da Petrobras aprovaram o resultado de 2025 e a distribuição de R$ 8,1 bilhões em dividendos que havia sido anunciada em março, quando a estatal divulgou o lucro de R$ 110 bilhões.
O valor, que dependia de aval dos acionistas, será pago em duas parcelas, em maio e junho. Com o pagamento, a Petrobras terá distribuído um total de R$ 45,2 bilhões em dividendos pelo resultado de 2025.
O grupo de controle, governo federal e BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social), ficará com R$ 17,6 bilhões desse valor.
A assembleia aprovou ainda a remuneração dos administradores da companhia. Os salários da diretoria terão reajuste de 4,26%, para uma média de cerca de R$ 150 mil mensais por diretor, considerando 13º salário.

