SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) – Criado em 2019 e realizado a cada dois anos, o Mundial do Queijo Brasil, misto de competição e feira gastronômica, chega à sua quarta edição no Teatro B32, em São Paulo. Até domingo (19), o evento abriga uma competição internacional do laticínio, congresso, feira de produtores e cerimônias relacionadas à tradição queijeira.
São três competições: mundial de queijos e produtos lácteos, melhor queijista do Brasil e melhor queijeiro do Brasil.
O concurso de melhor queijista, que vai até sábado (18), avalia o profissional responsável por selecionar, maturar e vender o produto. Na competição, os participantes são testados por seu conhecimento teórico sobre diferentes variedades, repertório sensorial, domínio técnico e capacidade de comunicação.
Há desde questões sobre cultura queijeira e denominações de origem até degustações às cegas, provas de corte, harmonização e montagem de mesa temática com ao menos 20 queijos. O vencedor garante vaga para representar o Brasil na edição mundial de 2027, em Paris.
Já o concurso de melhor queijeiro muda o foco para o processo do produtor, avaliando coerência entre a proposta apresentada e o resultado. Nesta competição, são analisadas técnica de fabricação com leite cru, a condução da cura e da maturação, o controle de variáveis como umidade e casca, além da capacidade de justificar escolhas técnicas.
A final desta categoria também acontece no sábado, com provas teóricas, apresentação e degustação. O vencedor recebe o título de melhor queijeiro do Brasil 2026 e uma viagem à França, com participação no Salon du Fromage, evento internacional do setor.
Enquanto o concurso de melhor queijo e produtos lácteos acontece na sexta-feira (17). Os alimentos são avaliados de forma anônima, considerando aparência externa e interna, textura, aromas e sabores. Na primeira etapa serão concedidas as medalhas SuperOuro, Ouro, Prata e Bronze. Na segunda, um grupo de jurados avaliará os queijos “SuperOuro” para eleger o melhor queijo do concurso. Na 3ª edição, o queijo “Morro Azul” conquistou o título de Melhor Queijo do Brasil 2024.
Paralelamente às disputas, o público encontra uma feira de produtores, aberta a partir de sexta-feira (17), na parte externa do teatro. Mais de cem expositores vendem queijos de diferentes estilos e regiões, além de vinhos, azeites, chocolates, cafés, cervejas artesanais, geleias e outros produtos de terroir.
Entre os itens há queijo minas artesanal por R$ 110/ kg, melado de figo (R$ 59,90, 250 g), além do queijo soberano (R$ 130/kg), da Queijaria Bela Fazenda. Esse foi recebeu medalha de ouro no World Cheese Award 2025.
O Mundial do Queijo Brasil inclui uma sequência de atividades do programa Via Láctea, que oferece conferências e aulas para o público. Para participar, é necessário comprar um passaporte de R$ 100. Os workshops têm valor adicional de R$ 260 e são conduzidas por especialistas referência no setor. Uma delas apresenta os defeitos mais comuns dos queijos (sexta, das 9h às 12h).
O evento acontece em parceria entre a SerTãoBras, que reúne produtores, queijistas, pesquisadores em 20 estados do Brasil, e a Guilde Internationale des Fromagers, sediada na França, com membros em 42 países.
4ª EDIÇÃO MUNDIAL DO QUEIJO BRASIL 2026
Teatro B32 – r. Lício Nogueira, 92, Itaim Bibi, região oeste. Sex. (17) e sáb. (18), das 9h às 20h. Dom. (19), das 9h às 16h
Ingr.: a partir de R$ 100 palestras e aulas no Sympla. Feira gratuita
Programação completa em mundialdoqueijodobrasil.com

