SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) – A Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) e os conselhos federais de Medicina, Odontologia e Farmácia assinaram nesta quarta-feira (15) uma carta de intenção para promover o uso seguro de canetas emagrecedoras.
O documento destaca preocupação com a popularização do uso de medicamentos originalmente indicados para tratamento de diabetes e obesidade.
A iniciativa prevê troca de informações entre as instituições, alinhamento técnico e ações educativas voltadas tanto a profissionais de saúde quanto à população, com o objetivo de prevenir riscos associados a produtos e práticas irregulares. Entre as medidas estão o incentivo à prescrição responsável e o fortalecimento da notificação de eventos adversos.
A carta integra plano de ação anunciado pela Anvisa em 6 de abril para combater irregularidades na importação e manipulação desses medicamentos. O diagnóstico técnico que embasou o plano identificou produtos sem registro sanitário, empresas sem autorização de funcionamento e práticas incompatíveis com a legislação vigente.
O diretor-presidente da Anvisa, Leandro Safatle, anunciou que serão publicadas portarias para a criação de dois grupos de trabalho sobre o tema: um de caráter consultivo e outro composto por integrantes dos três conselhos.
Os medicamentos agonistas do receptor GLP-1 são originalmente indicados para o tratamento de diabetes e obesidade, mas vêm sendo utilizados em outros contextos clínicos, o que ampliou a oferta irregular no país.
No último dia 7, a Polícia Federal deflagrou uma operação para combater a produção e a venda ilegal de canetas emagrecedoras com o apoio da Anvisa.
A ação mirou alvos nos estados do Acre, Espírito Santo, Ceará, Goiás, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Paraná, Roraima, Rio Grande do Norte, São Paulo, Sergipe e Santa Catarina, para cumprir 45 mandados de busca e apreensão, além de fiscalização.

