Da Redação
A Polícia Civil de Goiás investiga o médico ginecologista Marcelo Arantes e Silva, suspeito de cometer crimes sexuais contra pacientes durante atendimentos realizados em Goiânia e Senador Canedo. A divulgação do nome e da imagem do profissional foi autorizada pelas autoridades com o objetivo de incentivar outras possíveis vítimas a procurarem a polícia.
De acordo com as investigações, o médico atuava na área de ginecologia e reprodução humana e atendia em diferentes unidades de saúde nas duas cidades. Os casos apurados até o momento indicam que ele se aproveitava da posição de confiança na relação médico-paciente para praticar abusos durante consultas e exames.
A apuração teve início há cerca de 40 dias, mas os relatos indicam que os crimes podem ter ocorrido ao longo de vários anos, com o primeiro caso identificado datando de 2017. Até agora, pelo menos cinco mulheres formalizaram denúncias — quatro em Goiânia e uma em Senador Canedo —, mas a polícia acredita que o número real de vítimas pode ser maior.
Segundo os depoimentos, as pacientes relatam que os abusos aconteciam durante procedimentos médicos, em momentos de extrema vulnerabilidade. Em alguns casos, os relatos apontam para a realização de atos libidinosos sem consentimento, aproveitando-se da posição em que as pacientes estavam durante os exames.
A investigação é conduzida pela Delegacia Estadual de Atendimento Especializado à Mulher (Deaem), e o médico é investigado pelo crime de estupro de vulnerável. Apesar de a polícia ter solicitado a prisão preventiva, a Justiça negou o pedido, determinando a aplicação de medidas cautelares.
Diante da gravidade do caso, o Conselho Regional de Medicina do Estado de Goiás (Cremego) suspendeu o direito do profissional de exercer a medicina.
A delegada responsável pelo caso reforça que o sigilo das vítimas é garantido e pede que outras mulheres que possam ter passado por situações semelhantes procurem a polícia. A expectativa é que novas denúncias ajudem a dimensionar a extensão dos crimes e fortalecer a responsabilização do investigado.


