Da Redação

Após a prisão de Raphael Sousa, responsável pela página Choquei, a defesa do empresário veio a público para rebater as suspeitas levantadas pela Polícia Federal. Segundo os advogados, a relação dele com o caso investigado se limita à venda de espaço publicitário para o cantor MC Ryan, sem qualquer envolvimento em atividades ilegais.

De acordo com a versão apresentada, Raphael atua no mercado de publicidade digital e recebeu valores por campanhas realizadas nas redes sociais de forma regular. A defesa sustenta que essas transações fazem parte de sua atividade profissional e não configuram participação em crimes.

Os advogados também destacam que não há provas que conectem diretamente o empresário aos fatos apurados na Operação Narcofluxo, que investiga um esquema bilionário de movimentações financeiras ilícitas envolvendo nomes do entretenimento.

Raphael foi detido em Goiânia e permanece sob custódia da Polícia Federal. Antes disso, passou por exame de corpo de delito e aguarda audiência de custódia, que deve ocorrer em até 24 horas após a prisão.

Outro ponto levantado pela defesa é a falta de acesso completo ao inquérito até o momento, o que, segundo os advogados, limita uma análise mais aprofundada das acusações. A expectativa é que, com o avanço do processo, seja possível comprovar que o vínculo com o artista investigado foi estritamente comercial, sem qualquer irregularidade.

O caso integra uma investigação mais ampla que apura a suposta utilização do meio artístico e das redes sociais para dar aparência legal a recursos de origem ilícita, movimentando cifras bilionárias no país.