A REDAÇÃO
A França estuda a possibilidade de proibir um show do rapper Kanye West, previsto para o dia 11 de junho, no estádio Vélodrome, em Marselha. A informação foi confirmada nesta terça-feira (14) por pessoas próximas ao ministro do Interior, Laurent Nuñez, que avalia medidas diante das declarações antissemitas feitas pelo artista nos últimos anos.
De acordo com o entorno do ministro, há disposição para analisar “todas as possibilidades” legais que possam impedir a realização do evento. A discussão ocorre em meio a críticas de autoridades locais, como o prefeito de Marselha, Benoît Payan, que já havia manifestado oposição ao show. Ele afirmou não querer que a cidade sirva de espaço para manifestações que promovam discursos de ódio.
O artista, também conhecido como Ye, tem enfrentado restrições em outros países. No Reino Unido, ele está proibido de entrar para apresentações previstas em julho. Já os Países Baixos informaram que não devem impor impedimentos aos shows agendados para o início de junho.
Nos últimos anos, Kanye West perdeu contratos comerciais e parte de sua base de fãs após declarações de teor antissemita e racista. Entre os episódios citados estão falas públicas em que elogiou o nazismo, a comercialização de produtos com símbolos associados ao regime e o lançamento da música “Heil Hitler”, posteriormente retirada das principais plataformas de streaming.
A discussão na França ocorre em um contexto de aumento no número de ataques antissemitas registrados no país desde o início do conflito no Oriente Médio após o ataque do grupo Hamas, em outubro de 2023. O país abriga a maior comunidade judaica da Europa, fator que intensifica o debate sobre segurança e manifestações públicas.




