Da Redação
Um delegado da Polícia Federal passou a ser investigado após ser flagrado em um suposto furto dentro de um supermercado localizado em um shopping no Recife. O caso ganhou grande repercussão não apenas pelo episódio em si, mas também pelo histórico do agente, que já atuou em investigações envolvendo o senador Flávio Bolsonaro.
Identificado como Erick Ferreira Blatt, o policial foi abordado por seguranças do estabelecimento após deixar o local sem pagar por um produto. De acordo com registros de câmeras de segurança, ele teria retirado o item da prateleira, permanecido por alguns minutos na área interna do supermercado e, em seguida, escondido o produto no bolso antes de seguir para o caixa, onde pagou apenas por outras mercadorias.
Após sair do supermercado, Blatt foi interceptado e devolveu o item, avaliado em cerca de R$ 300. Em seguida, ele foi conduzido à Delegacia de Boa Viagem, onde prestou depoimento. A ocorrência foi registrada como furto em estabelecimento comercial, e a Polícia Civil de Pernambuco abriu um inquérito para apurar os fatos.
Além da investigação criminal, o caso também deve ser analisado internamente pela própria Polícia Federal, que pode instaurar procedimento administrativo disciplinar para avaliar a conduta do delegado.
O episódio trouxe novamente à tona o nome de Blatt por conta de sua atuação em um caso de grande repercussão nacional. Em 2020, ele foi responsável por conduzir uma investigação da Polícia Federal que apurava suspeitas contra Flávio Bolsonaro relacionadas a declarações de bens e possível lavagem de dinheiro. À época, o inquérito foi concluído sem indícios suficientes para responsabilizar o parlamentar.
Posteriormente, surgiram informações de que o delegado e o senador já se conheciam anteriormente, o que gerou questionamentos nos bastidores, embora nenhum dos dois tenha comentado publicamente a relação.
Blatt também já esteve envolvido em outras controvérsias. Quando ocupava cargo na Associação dos Delegados da Polícia Federal, foi alvo de questionamentos após a contratação de uma pessoa próxima para prestação de serviços à entidade, situação que levantou dúvidas sobre possível conflito de interesses.
O caso mais recente, no entanto, é tratado como prioridade pelas autoridades locais e pode ter desdobramentos tanto na esfera criminal quanto administrativa. Até o momento, a defesa do delegado não se manifestou publicamente sobre as acusações.




