Da Redação
Uma ação conjunta entre as polícias civis de Goiás e de São Paulo resultou na prisão de um dos principais nomes ligados ao crime organizado que atuava em Aparecida de Goiânia. O suspeito, identificado como Rivonaldo de Moura Xavier, foi localizado e detido na cidade de Votorantim, no interior paulista.
De acordo com as investigações, ele é apontado como liderança do Primeiro Comando da Capital (PCC) e teria feito ameaças diretas ao delegado Humberto Teófilo durante operações de combate ao tráfico de drogas no município goiano.
Prisão e desdobramentos da operação
A captura aconteceu na última quinta-feira (9) e faz parte de uma investigação mais ampla contra integrantes da organização criminosa. Além da prisão do suspeito, equipes policiais cumpriram mandados de busca e apreensão em Aparecida de Goiânia, mirando outros possíveis envolvidos com a facção.
O homem passou por audiência de custódia e teve a prisão mantida pela Justiça. Ele já responde por crimes como tráfico de drogas e associação criminosa, segundo informações das autoridades.
Ameaças motivaram mudança na atuação do delegado
As intimidações atribuídas ao investigado ocorreram durante o período em que o delegado atuava diretamente no enfrentamento ao crime organizado na cidade. O cenário de risco foi considerado grave e acabou motivando a retirada dele das atividades operacionais.
O próprio delegado já havia relatado publicamente que passou a ser alvo de ameaças após intensificar operações contra facções, incluindo dezenas de prisões.
“Resposta à sociedade”, diz delegado
Após a prisão, Humberto Teófilo classificou a ação como uma reação direta das forças de segurança diante das ameaças feitas contra agentes públicos.
Segundo ele, a operação representa apenas o início de um trabalho mais amplo de enfrentamento às organizações criminosas, indicando que novas etapas da investigação ainda devem ocorrer.
Combate ao crime organizado segue
As autoridades destacam que o objetivo agora é aprofundar as investigações para identificar outros integrantes da rede criminosa e enfraquecer a atuação do grupo em Goiás.
A operação reforça o esforço conjunto entre estados no combate ao crime organizado, especialmente quando há atuação interestadual de facções e ameaças diretas contra agentes da segurança pública.


