Da Redação
O São Paulo Futebol Clube avalia levar o caso envolvendo o zagueiro Robert Arboleda à FIFA após o desaparecimento do jogador e o não retorno às atividades do clube. A diretoria entende que a situação pode configurar quebra grave de contrato e já estuda medidas jurídicas para encerrar o vínculo de forma unilateral.
Segundo informações, o defensor não se reapresentou após compromissos recentes e deixou de responder às tentativas de contato feitas pelo clube. Diante disso, o São Paulo notificou formalmente o atleta e estabeleceu um prazo para que ele justificasse a ausência. Caso não haja resposta dentro do período estipulado, a tendência é que o clube avance com um pedido de rescisão por justa causa.
Nos bastidores, o entendimento é de que a ausência sem explicação caracteriza abandono de obrigações profissionais. A situação gerou forte irritação interna, sendo classificada como desrespeitosa com o elenco e a instituição.
Além da rescisão, o clube paulista pretende cobrar uma indenização milionária prevista em contrato. Para transferências internacionais, a cláusula pode chegar a cerca de 100 milhões de euros, valor que poderia ser exigido em eventual ação na FIFA.
Outro ponto analisado pela diretoria é a possibilidade de envolver um futuro clube interessado no jogador. Caso fique comprovado que houve incentivo à quebra contratual, a nova equipe pode ser responsabilizada solidariamente pelo pagamento da multa.
Apesar dos valores elevados, especialistas em direito esportivo apontam que a indenização final pode ser recalculada com base em critérios como salários restantes e prejuízos efetivos ao clube.
Internamente, o episódio já é tratado como o possível fim da trajetória de Arboleda no São Paulo, onde atua desde 2017. O cenário indica uma saída conturbada, com desfecho sendo definido na esfera jurídica internacional.




