Walison Veríssimo
A saída do governador Ronaldo Caiado do União Brasil provocou uma reconfiguração no comando da sigla em Goiás, abrindo espaço para uma nova composição interna e redefinindo o equilíbrio de forças dentro do partido no estado.
Após semanas de articulações e especulações nos bastidores, o comando da legenda acabou ficando com o deputado estadual Bruno Peixoto, atual presidente da Assembleia Legislativa. Ele assume a presidência do diretório estadual, encerrando a expectativa de que o posto pudesse ser ocupado pela ex-primeira-dama Gracinha Caiado, que chegou a ser cotada para liderar a sigla.
Outro nome de peso na nova estrutura é o prefeito de Goiânia, Sandro Mabel, que passa a exercer a função de secretário-geral do partido. Ele também figurava entre os possíveis candidatos ao comando estadual, mas acabou integrado à direção em posição estratégica.
A reorganização definiu ainda outros cargos dentro do diretório provisório, que terá validade até setembro deste ano. A vice-presidência foi distribuída entre lideranças políticas como Silvye Alves, Talles Barreto e Luiz Gustavo Sampaio. Já a tesouraria ficou sob responsabilidade de José Nelto, com apoio de Marcos Roberto Silva.
A mudança ocorre em meio a um cenário de forte movimentação política em Goiás, especialmente após a saída de Caiado da legenda e sua filiação ao PSD. O movimento abriu espaço para disputas internas e negociações entre diferentes grupos, incluindo tentativas de manter influência indireta sobre o partido mesmo após a troca de sigla.
Com a definição da nova cúpula, o União Brasil busca reorganizar sua base e fortalecer sua atuação para as eleições de 2026. A escolha de Bruno Peixoto é vista como uma tentativa de manter o partido alinhado ao grupo governista e garantir capilaridade política no estado, especialmente diante do avanço de adversários e da reorganização das chapas eleitorais.




