Da Redação
Após ter o nome incluído na chamada “lista suja” do trabalho escravo, o cantor Amado Batista se manifestou publicamente e negou que trabalhadores tenham sido resgatados em suas propriedades rurais em Goiás.
De acordo com informações do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE), fiscalizações realizadas em 2024 identificaram 14 pessoas em condições análogas à escravidão em duas áreas ligadas ao artista, localizadas em Goianápolis. Em uma delas, o Sítio Esperança, teriam sido encontrados 10 trabalhadores submetidos a jornadas exaustivas. Já no Sítio Recanto da Mata, outros quatro trabalhadores foram localizados em situação considerada degradante.
Apesar disso, a assessoria do cantor rebateu a versão oficial. Em nota, afirmou que “não houve resgate” de trabalhadores e que todos continuam exercendo suas atividades normalmente nas propriedades. Segundo a defesa, parte das irregularidades apontadas ocorreu em função da contratação de mão de obra por uma empresa terceirizada, responsável por serviços na área de plantio.
Ainda conforme o posicionamento, no caso do Sítio Recanto da Mata, a área estava arrendada para cultivo de milho, e os trabalhadores envolvidos seriam vinculados à empresa prestadora de serviços. Já no Sítio Esperança, utilizado para produção de leite, foram identificados problemas estruturais relacionados à moradia e convivência, que, segundo a equipe do artista, já teriam sido corrigidos.
As fiscalizações ocorreram entre os dias 19 e 29 de novembro de 2024, após denúncia que levou equipes a vistoriarem as propriedades. Durante a inspeção, auditores apontaram condições precárias de alojamento e jornadas de trabalho que poderiam chegar a até 18 horas diárias, caracterizando, segundo o órgão federal, situação de exploração laboral.
A inclusão do nome do cantor no cadastro federal ocorreu após conclusão de processos administrativos, nos quais foram analisadas as autuações. A “lista suja” reúne empregadores responsabilizados por submeter trabalhadores a condições análogas à escravidão e é atualizada periodicamente pelo governo federal.
Mesmo com a contestação, o caso segue baseado nas conclusões do MTE, enquanto a defesa do artista sustenta que não houve resgate e que as irregularidades apontadas já foram solucionadas.




