Da Redação
O cantor Amado Batista passou a integrar a chamada “lista suja” do trabalho escravo, divulgada pelo governo federal nesta semana. O cadastro reúne empregadores que foram responsabilizados administrativamente por submeter trabalhadores a condições análogas à escravidão.
A atualização mais recente incluiu 169 novos nomes, entre pessoas físicas e empresas, elevando o total para mais de 600 registros em todo o país.
No caso do artista, as ocorrências estão relacionadas a fiscalizações realizadas em 2024, em propriedades rurais localizadas em Goianápolis, na Região Metropolitana de Goiânia. Segundo o Ministério do Trabalho, foram identificadas irregularidades envolvendo trabalhadores em atividades agrícolas, especialmente no cultivo de milho.
As apurações apontam que os casos envolvem duas situações distintas, somando 14 trabalhadores ligados às irregularidades.
Por outro lado, a defesa do cantor nega as acusações. Em nota, a assessoria afirma que não houve resgate de trabalhadores em suas propriedades e sustenta que todas as obrigações trabalhistas foram devidamente cumpridas. Também foi informado que parte das irregularidades ocorreu em área arrendada, envolvendo funcionários de uma empresa terceirizada, e que medidas já foram tomadas para regularizar a situação.
A chamada “lista suja” é atualizada periodicamente pelo governo federal como instrumento de transparência e combate ao trabalho escravo contemporâneo. Apesar de não representar uma punição direta, o cadastro costuma ser utilizado por bancos e empresas como critério para concessão de crédito e fechamento de contratos.




