Da Redação
A Prefeitura de Goiânia formalizou um novo acordo de longa duração com a Companhia de Urbanização de Goiânia (Comurg), estabelecendo um modelo mais amplo para execução de serviços públicos na capital. O contrato, com vigência de cinco anos, pode alcançar cerca de R$ 4,7 bilhões, conforme estimativas baseadas na demanda pelos serviços ao longo do período.
A proposta marca uma mudança na forma como a gestão municipal organiza e remunera as atividades da companhia. A partir de agora, os pagamentos passam a estar diretamente vinculados à medição dos serviços executados, substituindo práticas anteriores consideradas pouco transparentes e que contribuíram para o desequilíbrio financeiro da estatal.
O novo formato também amplia significativamente o escopo de atuação da Comurg. A expectativa é que o número de serviços contemplados no contrato aumente, podendo incluir desde manutenção urbana até obras e gestão de estruturas públicas, o que reforça o papel da empresa dentro da administração municipal.
Na prática, o valor mensal do contrato pode variar conforme a quantidade de atividades realizadas, com projeções que giram em torno de dezenas de milhões por mês. Em termos anuais, os custos podem ultrapassar R$ 600 milhões, dependendo da execução dos serviços previstos.
A prefeitura defende que o novo modelo traz mais controle e eficiência, além de permitir que a companhia avance em sua reestruturação financeira e administrativa. Nos últimos meses, a Comurg passou por mudanças internas, com redução de custos, revisão de contratos e tentativa de ampliar sua capacidade operacional.
Com o acordo, a gestão municipal aposta em consolidar a companhia como peça central na manutenção urbana de Goiânia, ao mesmo tempo em que busca garantir maior transparência na aplicação dos recursos públicos e na prestação dos serviços à população.




