Da Redação
Em uma das primeiras decisões à frente do governo estadual, Daniel Vilela confirmou que Goiás vai aderir ao programa de subsídio ao diesel criado para tentar frear a alta do combustível no país. A medida tem caráter emergencial e busca reduzir os efeitos diretos no custo de vida da população.
O plano prevê um incentivo financeiro de R$ 1,20 por litro de diesel destinado a importadores, sendo dividido igualmente entre o governo federal e os estados, com R$ 0,60 custeados por cada lado.
A adesão ocorre em um momento de instabilidade no mercado internacional de petróleo, que vem pressionando os preços e afetando principalmente setores que dependem do transporte rodoviário, como logística e agronegócio. Diante desse cenário, o governo goiano avalia que o subsídio pode ajudar a conter o repasse desses aumentos ao consumidor final.
Segundo Vilela, a iniciativa tem como objetivo evitar que novos reajustes agravem a inflação e impactem ainda mais o cotidiano da população. Ele também destacou que já iniciou tratativas com o governo federal para tentar compensar o custo da medida para o estado, que pode chegar a cerca de R$ 43 milhões mensais.
Entre as alternativas em discussão está a possibilidade de abatimento de parte da dívida de Goiás com a União, embora ainda não haja definição sobre esse mecanismo. Caso o programa seja prorrogado além do período inicial, a expectativa é que o governo federal assuma integralmente os custos adicionais.
A adesão de Goiás acompanha o movimento de outros estados que também decidiram integrar o plano, em uma tentativa conjunta de reduzir os impactos econômicos provocados pela alta do diesel e garantir maior estabilidade nos preços.








