Da Redação

A entrega da declaração do Imposto de Renda 2026, referente aos ganhos de 2025, segue critérios definidos pela Receita Federal que determinam quem precisa prestar contas ao Fisco. Nem todos os brasileiros são obrigados, mas quem se encaixa em pelo menos uma das regras deve ficar atento para evitar multas.

Entre os principais critérios, está o limite de renda anual. Deve declarar quem recebeu rendimentos tributáveis acima de R$ 35.584 ao longo de 2025, como salários, aposentadorias, aluguéis ou pensões.

Também entram na obrigatoriedade contribuintes que tiveram rendimentos isentos, não tributáveis ou tributados exclusivamente na fonte superiores a R$ 200 mil, incluindo valores como FGTS, heranças ou indenizações.

Outro ponto importante envolve patrimônio. Quem possuía bens ou direitos que somavam mais de R$ 800 mil até 31 de dezembro de 2025 também precisa declarar, mesmo que não tenha tido renda elevada no período.

A lista inclui ainda pessoas que atuaram no campo ou no mercado financeiro. É o caso de quem teve receita bruta acima de R$ 177.920 com atividade rural ou realizou operações na bolsa de valores com movimentações relevantes ou lucro tributável.

Além disso, quem obteve ganho de capital na venda de bens, como imóveis ou veículos, também deve prestar contas, assim como quem pretende compensar prejuízos de anos anteriores.

Por outro lado, ficam dispensados da declaração aqueles que não se enquadram em nenhuma dessas situações. Em geral, pessoas com renda mensal próxima a dois salários mínimos ao longo de 2025 não precisam declarar, desde que não atendam a outros critérios.

Vale destacar que a nova faixa de isenção para quem ganha até R$ 5 mil por mês só passa a impactar as declarações futuras, não alterando as regras aplicadas neste ano.

O prazo de envio costuma ocorrer entre março e maio, e perder a data pode gerar multa mínima e outras penalidades. Por isso, a recomendação é reunir os documentos com antecedência e verificar se você se encaixa nas regras.