Da Redação

Um erro dentro do sistema prisional de Goiás resultou em um dos casos mais emblemáticos de falha na execução penal recente. Leomar de Oliveira Barbosa, conhecido como “Playboy”, está há oito anos foragido após deixar a prisão pela porta da frente em 2018 — mesmo tendo pena a cumprir.

Hoje com 63 anos, ele passou a integrar a lista de criminosos mais procurados do Ministério da Justiça e Segurança Pública. Apontado como braço-direito de Fernandinho Beira-Mar, um dos principais nomes do Comando Vermelho, o foragido é considerado peça importante no esquema da facção.

A fuga aconteceu após agentes penitenciários cumprirem um alvará de soltura expedido pelo Supremo Tribunal Federal. O problema é que, mesmo com o documento, Leomar não poderia ter sido liberado, já que ainda possuía duas condenações por tráfico de drogas vinculadas à Tribunal de Justiça do Estado de Goiás.

Na época, ele ainda precisava cumprir mais de 12 anos de pena para ter direito à progressão de regime. Preso desde 1991, quando teve a prisão decretada, o traficante simplesmente desapareceu após o erro administrativo e nunca mais foi localizado.

O caso reacende o debate sobre falhas graves no sistema prisional e seus impactos na segurança pública, especialmente quando envolvem nomes ligados a organizações criminosas de grande alcance.

Goiás já abrigou outros líderes do crime

A presença de figuras relevantes do crime organizado no estado não é novidade. Um exemplo é Marcos Willians Herbas Camacho, conhecido como Marcola, líder do Primeiro Comando da Capital.

Ele esteve custodiado no complexo prisional de Aparecida de Goiânia em 2002, pouco depois de assumir o comando da facção. No entanto, permaneceu no local por apenas 16 dias, sem contato externo, antes de ser transferido de volta para o Complexo Penitenciário da Papuda, no Distrito Federal.

A transferência, segundo autoridades, ocorreu sem o devido conhecimento judicial, o que levou à determinação de retorno imediato à unidade de origem.

Atualmente, Marcola segue preso em uma penitenciária federal, enquanto Leomar, o “Playboy”, continua foragido — um símbolo de como uma falha pode ter consequências duradouras para a segurança pública.