Da Redação

A Prefeitura de Goiânia prepara uma mudança no modelo de investimento da rede pública de saúde, apostando na descentralização de recursos como estratégia para acelerar melhorias nas unidades. A proposta prevê a criação de um novo programa que pode movimentar até R$ 10 milhões já em 2026.

Batizado de Programa de Autonomia Financeira das Unidades de Saúde (Pafus), o projeto foi encaminhado à Câmara Municipal e tem como principal objetivo permitir que postos, centros de saúde e unidades de atendimento tenham acesso direto a verbas para resolver demandas do dia a dia sem depender de processos burocráticos mais longos.

Na prática, isso significa que pequenas obras, reparos estruturais e ajustes emergenciais poderão ser feitos com mais rapidez, evitando que problemas simples se arrastem por semanas ou meses. A ideia, segundo a Secretaria Municipal de Saúde, é dar mais autonomia para que cada unidade resolva suas próprias necessidades de forma imediata.

Para o primeiro ano, os valores devem ser mais modestos e distribuídos conforme o tipo de unidade. Estruturas da atenção básica e da saúde mental devem receber cerca de R$ 30 mil anuais, enquanto serviços de urgência e emergência poderão ter acesso a até R$ 60 mil cada.

A expectativa da gestão municipal é ampliar significativamente esse volume já no ano seguinte. Em 2027, o investimento total pode dobrar e chegar a R$ 20 milhões, com repasses maiores e ajustados de acordo com o porte de cada unidade de saúde.

Outro ponto central do projeto é a forma de decisão sobre os gastos. Cada unidade contará com uma comissão interna, com participação de gestores e representantes da comunidade, responsável por definir prioridades, aprovar despesas e prestar contas regularmente.

Além disso, órgãos de controle como o Conselho Municipal de Saúde, a Controladoria e o Tribunal de Contas devem acompanhar a aplicação dos recursos, garantindo fiscalização contínua.

Com a proposta, a prefeitura aposta em um modelo mais ágil e menos centralizado para melhorar a infraestrutura da rede pública, tentando reduzir gargalos históricos e dar respostas mais rápidas à população.