Da Redação

Uma ação judicial envolvendo o participante Pedro Henrique trouxe à tona informações que normalmente ficam escondidas nos bastidores do Big Brother Brasil 26. Documentos anexados ao processo detalham, pela primeira vez, quanto a emissora paga aos participantes anônimos do programa.

De acordo com os papéis, quem entra no reality sem fama recebe um valor fixo de R$ 10,5 mil, pago de uma única vez. Além disso, existe um bônus semanal de R$ 500 para cada semana que o competidor permanece confinado na casa. 

Com base nessas regras, a defesa de Pedro argumenta que ele teria direito a pouco mais de R$ 11 mil pelo período em que participou da edição. 

Os documentos também mostram outros pontos do contrato. Participantes eliminados antes de completar uma semana recebem um valor proporcional, enquanto há a possibilidade de um prêmio extra de até R$ 100 mil caso sejam escolhidos para projetos ligados ao programa, como produções documentais. 

Outro detalhe que chama atenção é que as ações publicitárias exibidas dentro da casa não geram pagamento direto aos participantes. Os ganhos com publicidade acontecem fora do programa, geralmente por meio de contratos nas redes sociais, que são intermediados pela própria emissora. 

O acordo ainda impõe regras rígidas, como a proibição de conceder entrevistas sem autorização durante a vigência do contrato e uma cláusula de confidencialidade vitalícia. Caso essas condições sejam quebradas, a multa pode chegar a R$ 1,5 milhão. 

A divulgação dessas informações ocorreu porque o processo não corre em segredo de Justiça, o que acabou permitindo o acesso público a detalhes inéditos sobre o funcionamento financeiro do reality.