Walison Veríssimo
Movimentos de bastidores indicam uma possível reconfiguração política em Goiás, com o Partido dos Trabalhadores tentando abrir diálogo com o ex-governador Marconi Perillo, do Partido da Social Democracia Brasileira. A ideia seria construir um palanque forte no estado para apoiar a reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
A articulação ainda está em fase inicial e enfrenta resistências internas. Dentro do próprio PSDB, ainda não há definição sobre a composição da chapa para a próxima disputa eleitoral, incluindo nomes para vice e para o Senado. Já no campo petista, a proposta de aliança perdeu força entre lideranças, restando praticamente isolada na defesa do ex-tesoureiro Delúbio Soares.
Apesar do histórico de rivalidade entre PT e PSDB em nível nacional, há registros recentes de tentativas de aproximação. Em 2022, Lula chegou a buscar diálogo com Perillo, mas não houve avanço. Hoje, a relação entre os dois é considerada cordial, porém marcada por cautela, especialmente pelo receio do tucano em relação à reação de sua base eleitoral.
Nos bastidores, a ponte entre os dois grupos estaria sendo construída pela deputada federal Adriana Accorsi, que mantém uma relação antiga com Perillo, desde quando foi nomeada por ele como delegada-geral da Polícia Civil de Goiás, em 2011.
Enquanto as conversas evoluem, pesquisas recentes mostram o cenário eleitoral ainda aberto. Levantamento do instituto Real Time Big Data coloca Perillo na segunda posição, com 24% das intenções de voto. O atual vice-governador Daniel Vilela aparece na liderança, com 34%, seguido por Accorsi e pelo senador Wilder Morais, ambos com 12%.
A possível aliança, caso avance, pode alterar significativamente o tabuleiro político goiano, unindo forças que por décadas estiveram em lados opostos.






