A REDAÇÃO

O cantor MC Urubuzinho foi preso no curso das investigações sobre o baile conhecido como “Baile da Colômbia”, realizado em 15 de fevereiro no Morro São Bento, em Santos, no litoral de São Paulo. O caso passou a ser investigado após a circulação de vídeos que mostram homens armados efetuando disparos para o alto durante o evento.

Imagens obtidas pela CNN Brasil mostram o artista no palco enquanto, em meio ao público, pessoas aparecem portando armas de fogo e realizando tiros durante a festa. A investigação conduzida pela Polícia Civil analisa o contexto das imagens, incluindo falas feitas durante a apresentação. Segundo a apuração, o cantor teria mencionado o nome “Peixão”, associado ao Terceiro Comando Puro, organização criminosa conhecida pela sigla TCP no Rio de Janeiro.

De acordo com os investigadores, o artista também teria feito comentários ao público pouco antes dos disparos serem ouvidos no local. A Polícia Civil busca esclarecer se houve incentivo ou exaltação de organização criminosa durante o evento. O caso está sob responsabilidade do Departamento Estadual de Investigações Criminais, que apura a dinâmica completa dos fatos e tenta identificar todos os envolvidos que aparecem nas gravações.

A investigação já havia resultado, no fim de fevereiro, na prisão de um homem de 41 anos apontado como um dos autores dos disparos registrados nas imagens. Com a detenção do cantor, a apuração passa a considerar também o contexto do evento e a participação de pessoas ligadas à organização do baile. A Secretaria de Segurança Pública de São Paulo informou que as equipes seguem trabalhando para identificar e prender outros participantes que aparecem nas gravações.

A defesa de MC Urubuzinho afirmou que o artista compareceu ao baile apenas para cumprir um compromisso profissional e que não teve controle sobre ações realizadas por terceiros durante a festa. Os advogados também negam qualquer vínculo do cantor com organização criminosa e defendem que conclusões sobre o caso devem aguardar o término das investigações.

O cantor permanece à disposição da Justiça enquanto as autoridades continuam analisando imagens e depoimentos para esclarecer as circunstâncias do ocorrido no evento realizado em Santos.