Da Redação
Um professor da Escola de Veterinária da Universidade Federal de Goiás (UFG) foi demitido após a conclusão de um processo administrativo que investigou denúncias de assédio sexual feitas por alunas do curso. A decisão foi oficializada pelo governo federal e publicada no Diário Oficial da União no fim de fevereiro.
O docente, identificado como Victor Rezende Moreira Couto, foi considerado culpado por condutas incompatíveis com o cargo público e por utilizar a posição de professor para obter vantagens pessoais, em desrespeito à dignidade da função.
As acusações vieram à tona inicialmente em 2017, quando uma estudante relatou episódios de comportamento inadequado durante a convivência acadêmica. Segundo o depoimento, o professor fazia contatos físicos considerados impróprios e insistia em ficar sozinho com a aluna. Em um dos episódios, durante o retorno de uma atividade na fazenda escola da universidade, ele teria sugerido que os dois parassem em um motel na estrada.
A estudante afirmou que recusou a proposta e que, mesmo após a negativa, o professor continuou enviando mensagens. O caso ganhou maior repercussão anos depois, quando outras cinco alunas procuraram a denunciante e relataram ter passado por situações semelhantes envolvendo o mesmo docente.
Após a apuração administrativa, a conclusão foi pela demissão do professor, com base em violações aos deveres funcionais previstos para servidores públicos.
Procurada para comentar o caso, a universidade informou que ainda não havia sido oficialmente notificada pelo Ministério da Educação sobre a decisão e que só poderá se manifestar após receber a comunicação formal do processo. O professor também foi procurado, mas não havia apresentado posicionamento até o fechamento da reportagem.






