Da Redação
Um levantamento internacional aponta que mais de 50 países já estão estruturando planos para diminuir gradualmente a dependência de combustíveis fósseis, como petróleo, carvão e gás natural. A iniciativa faz parte de um esforço global para acelerar a transição energética e reduzir as emissões responsáveis pelo aquecimento do planeta.
Segundo o estudo divulgado por organizações climáticas internacionais em parceria com o Observatório do Clima, ao menos 46 nações já possuem políticas ou estratégias voltadas à descarbonização do setor energético. Outras 11 ainda analisam propostas para limitar a produção e o consumo dessas fontes de energia.
Entre os países que trabalham na elaboração de roteiros para diminuir a dependência de combustíveis fósseis está o Brasil. A iniciativa integra um movimento mais amplo de reformulação das matrizes energéticas, com expansão de fontes renováveis e revisão de políticas ligadas à produção e ao consumo de energia.
O debate ganhou impulso após a Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas realizada em Belém, quando dezenas de países defenderam a criação de um plano internacional para orientar a transição energética global. Mais de 80 nações demonstraram apoio à ideia de desenvolver um roteiro conjunto para reduzir o uso de combustíveis fósseis ao longo das próximas décadas.
Além das preocupações ambientais, fatores geopolíticos e econômicos também têm influenciado essa mudança de estratégia. Conflitos e tensões em regiões produtoras de petróleo, como no Oriente Médio, têm provocado oscilações no mercado e elevado o preço do barril, evidenciando a vulnerabilidade das economias que dependem fortemente dessas fontes de energia.
Especialistas apontam que a transição energética exige coordenação internacional e políticas integradas entre governos, setor produtivo e organismos multilaterais. Entre os princípios destacados no estudo estão o alinhamento com a ciência climática, proteção social para trabalhadores do setor e financiamento adequado para garantir que a mudança ocorra de forma gradual e equilibrada.
O relatório também destaca experiências já em andamento em diversos países, incluindo programas de transição energética em nações como Alemanha, Canadá e Dinamarca, além de iniciativas emergentes em países como Colômbia e Turquia.
Para pesquisadores envolvidos no levantamento, a tendência indica que o mundo entrou em uma fase de implementação de políticas para substituir progressivamente os combustíveis fósseis, ampliando o espaço para energias renováveis e novas tecnologias de geração elétrica.






