GUSTAVO ZEITEL
SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) – O presidente Lula (PT) tem 46% de rejeição, e o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), 45%, ficando empatados tecnicamente nesse quesito, segundo pesquisa Datafolha.
Quando os eleitores são questionados sobre em que não votariam de jeito nenhum no primeiro turno, Lula e Flávio têm os maiores índices dentre possíveis nomes para a disputa à Presidência.
Depois deles, em ordem de rejeição, aparecem Fernando Haddad (27%), Ratinho Jr. (19%), Tarcísio de Freitas (18%), Romeu Zema (17%), Eduardo Leite (15%), Renan Santos (14%), Ronaldo Caiado (14%) e Aldo Rebelo (12%).
O Datafolha ouviu 2.004 eleitores em 137 municípios de terça-feira (3) a quinta-feira (5). Com margem de erro de dois pontos para mais ou para menos, o levantamento está registrado na Justiça Eleitoral sob o código BR-03715/2026.
Quanto às intenções de voto, Lula lidera em todos os cenários de primeiro turno, mas a pesquisa registra um crescimento na candidatura de Flávio e, em segundo turno, há empate técnico entre eles.
Em dezembro, o Datafolha mostrou que Lula era rejeitado por 44% e Flávio, por 38%.
Nos últimos dias, o senador começou as sondagens para definir a equipe econômica de seu governo e seu respectivo programa. Em relação ao governo Lula, a preocupação maior é evitar que os escândalos do caso Master e do INSS sejam colocados na conta do governo.
Terceiro em índice de rejeição, Haddad só é considerado ao Planalto diante de uma hipótese de ausência de Lula, algo improvável –com 80 anos, o atual presidente já confirmou ser candidato à reeleição. Por isso, o atual ministro da Fazenda é cotado principalmente como candidato da esquerda ao Governo de São Paulo.
Os governadores de direita apresentam um patamar menor de rejeição. Dentre os cotados do PSD, Ratinho Jr. (PR) tem 19% nesse quesito, pouco mais que Eduardo Leite (RS, 15%) e Ronaldo Caiado (GO, 14%).
Trata-se de um índice semelhante ao dos governadores de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos, 18%) e de Minas, Romeu Zema (Novo, 17%).
Em janeiro, Tarcísio visitou Bolsonaro na prisão e disse que o seu interesse é disputar a reeleição em São Paulo. No mês passado, o presidente do PSD, Gilberto Kassab, reuniu os três governadores abrigados em seu partido e disse pretender organizar uma caravana com eles no estado de São Paulo.






