Da Redação
O advogado Robson Lucas da Silva afirmou que não foi iniciado qualquer protocolo para confirmação de morte cerebral de Luiz Phillipi Mourão, investigado em um caso relacionado ao empresário Daniel Vorcaro. Segundo ele, embora o estado de saúde do paciente seja considerado extremamente grave, não houve indicação médica para dar início ao procedimento.
Mourão permanece internado em um leito de terapia intensiva no Hospital João XXIII. De acordo com o defensor, o quadro clínico segue crítico, mas estável, sem evolução que justificasse a abertura do protocolo utilizado para confirmar morte encefálica.
O advogado explicou que esse tipo de procedimento depende de critérios médicos rigorosos e só é iniciado quando há piora significativa do estado neurológico do paciente. Até o momento, segundo ele, os profissionais de saúde não identificaram condições clínicas que indiquem a necessidade do protocolo.
A unidade hospitalar responsável pelo atendimento informou que não divulgará boletins detalhados sobre o estado de saúde do paciente. A decisão segue as regras da Lei Geral de Proteção de Dados, que restringe a divulgação de informações individuais sobre pacientes.
Mourão foi levado ao hospital após um episódio ocorrido enquanto estava sob custódia da Polícia Federal. A corporação informou que ele foi socorrido e encaminhado para atendimento médico. As circunstâncias do ocorrido estão sendo apuradas, e imagens das câmeras de segurança fazem parte da investigação interna.
O investigado havia sido preso durante a Operação Compliance Zero, que apura suspeitas de um esquema voltado ao monitoramento e intimidação de pessoas consideradas desafetas do empresário. De acordo com as investigações, Mourão teria participação na articulação dessas ações.
A defesa do empresário nega qualquer intenção de ameaça ou intimidação contra jornalistas ou outras pessoas mencionadas nas investigações e afirma que as mensagens citadas pela Polícia Federal teriam sido interpretadas fora de contexto.






