Da Redação
A Justiça de Goiás decidiu absolver o engenheiro responsável pela reforma de um toboágua em um parque aquático de Caldas Novas no processo que investigava a morte de um menino de 8 anos ocorrida em 2022. O entendimento do Judiciário foi de que não houve comprovação de participação direta do profissional no acidente.
A tragédia aconteceu em fevereiro daquele ano, quando a criança, identificada como Davi Lucas de Miranda, caiu de uma altura de cerca de 13 metros ao acessar a estrutura conhecida como “Vulcão”, que passava por manutenção no parque aquático. O brinquedo estava parcialmente desmontado no momento do acidente.
Na decisão, o juiz apontou que o engenheiro não poderia prever que a barreira de isolamento instalada na área seria retirada. Segundo a sentença, a situação ocorreu por uma ação independente de terceiros, que abriu passagem para o local em obras.
O então gerente do parque também chegou a responder pelo caso, mas firmou um acordo com o Ministério Público. Ele admitiu ter retirado o tapume que bloqueava o acesso ao brinquedo e pagou R$ 8 mil destinados a uma creche da cidade, evitando assim uma condenação criminal.
A investigação apontou ainda que a escada que levava ao toboágua tinha pouca sinalização de interdição, o que pode ter contribuído para que a criança chegasse até a estrutura. Sem água no equipamento e com partes desmontadas, o menino acabou caindo dentro do tubo e sofreu ferimentos graves.
Ele chegou a ser socorrido por equipes de emergência e levado ao hospital da cidade, mas não resistiu. Com a absolvição do engenheiro e o acordo firmado pelo gerente, o processo foi encerrado na esfera criminal.






