Da Redação

O governo federal anunciou a liberação de R$150 milhões em recursos extraordinários destinados ao combate a incêndios florestais no bioma Cerrado, em uma estratégia que envolve intensificação de fiscalização, apoio a brigadas especializadas e aquisição de equipamentos específicos para fogo de grandes proporções.

De acordo com o despacho oficial, os valores serão alocados entre diferentes órgãos federais e unidades estaduais, com ênfase no fortalecimento das ações da Força-Tarefa de Combate a Incêndios do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) e no suporte às defesas civis e bombeiros voluntários que atuam diretamente nos focos de calor que têm se intensificado nos últimos meses.

A iniciativa faz parte de um pacote de medidas anunciadas pelo Ministério do Meio Ambiente para enfrentar o aumento de queimadas e prevenir a devastação generalizada em áreas de vegetação nativa, levando em conta fatores climáticos como a estiagem prolongada e as temperaturas elevadas que favorecem a propagação do fogo na região central do país.

Entre os usos previstos para o dinheiro está a compra de aeronaves de pulverização de retardantes, equipamentos de monitoramento por satélite, contratação de brigadas temporárias e capacitação de agentes ambientais para atuação em campo, além da estruturação de centros de comando integrados entre União, estados e municípios.

Autoridades ambientais ressaltam que o Cerrado é um dos biomas mais ameaçados do Brasil, abrigando uma das maiores biodiversidades do planeta e sendo fundamental para a regulação do clima e a preservação de recursos hídricos. Por isso, a resposta à escalada de incêndios é considerada prioridade para evitar perdas irreversíveis de flora, fauna e serviços ecossistêmicos essenciais.

O reforço orçamentário deverá ser executado ainda no decorrer do primeiro semestre, com relatórios periódicos de acompanhamento e prestação de contas a fim de garantir que os recursos sejam aplicados de maneira eficaz e transparente no combate às chamas e na proteção do Cerrado. Researchers e ambientalistas, entretanto, apontam que a iniciativa precisa ser complementada por políticas de longo prazo de prevenção e educação ambiental para reduzir a recorrência das queimadas na estação seca.