Da Redação
O Ministério da Integração e do Desenvolvimento Regional (MIDR) oficializou, nesta quarta-feira (4), o reconhecimento de situação de emergência em 16 municípios dos estados de Minas Gerais, Rio de Janeiro e São Paulo, impactados pelos temporais que castigaram parte da Região Sudeste nos últimos dias. A medida foi publicada no Diário Oficial da União e atende à solicitação das prefeituras que enfrentam dificuldades para responder aos danos causados pelas chuvas intensas.
Em Minas Gerais, a maioria das cidades afetadas entra no conjunto de municípios contemplados pela ação. Nove delas tiveram a situação de emergência decretada por conta de chuvas fortes, com destaque para localidades como Água Boa, Cataguases e João Pinheiro, entre outras. O estado registrou um número elevado de ocorrências e mais de 70 mortes associadas aos eventos climáticos recentes.
No Rio de Janeiro, quatro municípios entraram na lista publicada pelo governo federal. As autoridades destacam que essas localidades tiveram registros significativos de transtornos relacionados às tempestades — como inundações, quedas de árvores e interrupções de serviços básicos — exigindo atenção imediata das equipes de socorro.
Em São Paulo, as cidades de Peruíbe e Ubatuba também foram incluídas na declaração de emergência. Em Ubatuba, as precipitações durante um único episódio chegaram a superar a média histórica mensal de chuva para o mês de fevereiro, segundo relatos oficiais.
Com o reconhecimento federal, os municípios afetados poderão acessar recursos da União para reforçar as ações de resposta à crise — incluindo auxílio à população atingida, reparos em infraestruturas danificadas e reposição de serviços essenciais. A medida também agiliza a atuação das defesas civis estaduais e municipais diante da continuidade de alertas meteorológicos na região.
As tempestades recentes marcam mais um episódio de eventos climáticos extremos na Região Sudeste, intensificados pela temporada de chuvas que atinge o país entre dezembro e março, período em que a combinação de ventos fortes e precipitações volumosas aumenta os riscos de desastres naturais.






