Da Redação
O escritório de advocacia que defendia Pedro Arthur Turra Basso, de 19 anos — investigado pela morte de um jovem goiano de 16 anos após uma discussão banal — comunicou oficialmente nesta quarta-feira (25) que não atuará mais no caso do acusado.
Em nota, o Fior, Corrêa, Mendes & Kaefer afirmou que encerra a representação “ciente de ter entregue seu melhor empenho na defesa dos direitos do constituinte”, destacando o compromisso com o devido processo legal e as garantias constitucionais, sem entrar em detalhes sobre os motivos da saída.
O que aconteceu no processo
A defesa havia apresentado um novo pedido de habeas corpus ao Superior Tribunal de Justiça (STJ), tentando reverter a prisão preventiva de Turra — que foi mantida pelo magistrado responsável — mas a liminar foi negada, adiando uma decisão final sobre a questão.
Os advogados chegaram a alegar que a manutenção da prisão teria sido influenciada pelo “clima midiático” e pelo “clamor público”, além de questionarem a espetacularização do caso e a proporcionalidade da custódia.
O crime e desenvolvimento do caso
Pedro Turra está preso desde o final de janeiro depois de ser denunciado por homicídio doloso pela morte de Rodrigo Castanheira, vítima de 16 anos que ficou internada por 16 dias após ser agredida em uma festa no DF.
De acordo com as investigações, a briga começou por um comentário feito por Rodrigo sobre um chiclete que Turra teria jogado no colega do adolescente, evoluindo para agressões físicas que resultaram em traumatismo craniano grave e, posteriormente, na morte da vítima.
Turra já foi formalmente denunciado pelo Ministério Público e transferido para o Complexo Penitenciário da Papuda sob regime de segurança máxima, onde aguarda o andamento do processo.






