Da Redação
Laudos técnicos indicam que dez tiros foram registrados no interior da casa onde um agente da Polícia Penal e sua esposa foram achados sem vida na Vila São João, na capital goiana. As investigações preliminares apontam para um possível homicídio seguido de suicídio, mas a dinâmica completa do caso ainda está sendo apurada pelas autoridades.
O policial identificado como Rogério Naves de Lima, de 49 anos, foi encontrado já sem vida no quarto do casal, com várias perfurações de arma de fogo na cabeça e corpo. A companheira dele, a advogada Sara Núbia Siqueira Guedes Torres, de 39 anos, também estava morta, com o instrumento usado no crime — uma pistola calibre .40 — ao lado de sua mão no chão.
O que a perícia constatou
Segundo a perícia técnica, os vestígios de disparos mostram que dez tiros foram efetuados dentro do imóvel. A investigação inicial avalia que a mulher pode ter atirado contra o marido, que estava dormindo, e posteriormente tirado a própria vida. Essa conclusão ainda depende da conclusão dos laudos finais e de todas as análises periciais.
Como o crime foi descoberto
O caso veio à tona na tarde de quarta-feira (25/2), quando um médico vizinho do condomínio foi até a casa após ouvir gritos desesperados da mãe da advogada, que tentava contato com a filha sem sucesso. Ao entrar no imóvel, o homem encontrou os corpos e uma grande quantidade de sangue na entrada do quarto.
Moradores relataram que ouviram barulhos estranhos durante a madrugada, por volta das 3h, mas quando a Polícia Militar foi chamada ao local no momento, não encontrou nada anormal e registrou apenas uma ocorrência de averiguação, sem maiores desdobramentos na ocasião.
Investigação em andamento
A Delegacia Estadual de Investigações de Homicídios (DIH) isolou a área para a coleta de evidências e segue trabalhando para esclarecer a sequência dos eventos que levaram às mortes. O resultado dos exames do Instituto Médico-Legal (IML) deve trazer mais detalhes sobre a cronologia e as circunstâncias dos disparos no caso.






