Da Redação
A prefeitura de Caldas Novas, em Goiás, oficializou uma situação de calamidade pública diante do rápido aumento dos casos de chikungunya no início de 2026, colocando a cidade no centro de um surto da doença no estado.
Segundo informações atualizadas pelas autoridades de saúde, Caldas Novas responde por cerca de 83% das confirmações de chikungunya em todo o estado de Goiás neste ano, superando a marca de mil diagnósticos positivos entre as notificações registradas.
Surto e pressão no sistema de saúde
Com o avanço acelerado das ocorrências, as unidades de saúde locais passaram a enfrentar um volume maior de pacientes apresentando febre alta e dores intensas nas articulações, sintomas típicos da chikungunya. Esse aumento na demanda contribuiu para que a prefeitura adotasse medidas emergenciais.
Embora ainda não haja óbitos confirmados pelo surto, autoridades investigam três mortes suspeitas que podem estar relacionadas à infecção.
Ações para conter a proliferação do mosquito
Diante do cenário, o município, em conjunto com o governo estadual, reforçou a resposta à epidemia com:
- blitz de limpeza e eliminação de possíveis criadouros do mosquito Aedes aegypti;
- aplicação de inseticidas em áreas de maior risco;
- aumento do atendimento médico e testes rápidos;
- instalação de 2 mil estações disseminadoras de larvicida (EDLs), uma tecnologia inovadora para reduzir a população do mosquito transmissor.
Autoridades ressaltam que, embora algumas ações dependam de tecnologia e investimento, a colaboração da comunidade é essencial — especialmente por meio da eliminação de água parada em quintais, vasilhas e recipientes que servem de criadouro para o mosquito.
📍 Situação do restante do estado
Enquanto Caldas Novas concentra a maioria dos casos, outras regiões do estado, como Goiânia, monitoram um número muito menor de diagnósticos. Na capital, as equipes de saúde seguem trabalhando em ações de bloqueio e educação sanitária para prevenir a disseminação da chikungunya e outras arboviroses.
A chikungunya é transmitida pela picada do mosquito Aedes aegypti e se manifesta com sintomas como febre alta, dores musculares e articulares intensas, que podem persistir por semanas após a fase inicial da doença.






